Paciente quase perde consulta agendada há quatro meses

Adriana Barão demorou uma hora e meia para fazer percurso que, em dias normais, gasta cerca de 20 minutos

Luiz Fernando Toledo,

09 de junho de 2014 | 16h20

SÃO PAULO - A aposentada Adriana Barão teria perdido uma consulta que levou quatro meses para agendar se não tivesse contado com a compreensão dos médicos que a atenderam mesmo após uma hora e meia de atraso. Ela partiu do Bairro Casa Verde, zona norte de São Paulo, em direção ao Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), localizado na Avenida Alcântara Machado, Mooca, zona leste da cidade.

"Atrasei uma hora e meia por causa dessa greve e quase perco minha consulta. Nem quero pensar em quanto tempo levaria para agendar outra", diz Adriana, ofegante. Ela disse à reportagem que passa por um tratamento ginecológico há dois anos. "Já fiz todos os exames. Fiz cirurgia e preciso ser consultada sempre. Se o médico não quisesse me atender, o tratamento ia se prejudicar", relatou.

Adriana explica que a fila de espera do IBCC é "muito grande" e a espera para uma consulta sempre é demorada, mesmo com plano médico particular.

"Minha consulta estava marcada para 9h30 mas só cheguei às 11h. A gente depende da boa vontade dos outros para ser atendida nessa situação", lamentou.  Em dias normais ela conta que levaria 20 minutos para realizar o trajeto, pela Linha 3 - Vermelha,  desde a Barra Funda.

O IBCC confirmou que alguns pacientes atrasaram durante a manhã, além de funcionários. Até as 12h, faltava dois enfermeiros para completar a equipe. O hospital, no entanto, garantiu que conseguiria atender todas as 105 quimioterapias marcadas para o dia, além de 14 cirurgias, nenhuma cancelada.

"Todos vão ser atendidos, mesmo com atraso", informou a assessoria do IBCC. Segundo o hospital, o atraso dos pacientes que tinham consulta marcada para as 7h gerou um "efeito dominó" que comprometeu o horário de todas os atendimentos, mas haverá hora extra. "Fechamos às 18h, mas hoje vamos trabalhar até atender o último paciente", disse o Instituto.

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