Priscila Mengue/ESTADÃO
Priscila Mengue/ESTADÃO

Pabllo Vittar atrai milhares de fãs em bloco no centro de SP; Bastardo desfila em Pinheiros

Drag queen se apresenta na Avenida Tiradentes; foliões chegaram cedo para ficar perto da cantora

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2020 | 17h02

SÃO PAULO - A cantora drag queen Pabllo Vittar atraiu milhares de fãs na tarde desta terça-feira, 25, para acompanhar o Bloco da Pabllo, na Avenida Tiradentes, região central de São Paulo, com desfile previsto até as 19 horas. A artista iniciou a apresentação por volta das 15 horas, deu lugar a convidados, e deve voltar por volta das 17h30 para cantar. Em Pinheiros, na zona oeste, as cores do Bloco Bastardo coloriu as ruas. 

A comerciante Amanda Ribeiro, de 36 anos, veio de Osasco, na região metropolitana, com a filha Giovana, de 15 anos, e a enteada Lara, de 11. Qual é a fã de Pabllo? "As três", garante a mãe. O trio chegou às 12 horas na concentração para ficar na corda, "o mais perto possível" da cantora.

Já o arquiteto Guilherme Ruiz, de 25 anos, a designer de moda Lorena Machado, de 22, e o estudante de Arquitetura Gabriel Trinca, também de 22, vieram de São José do Rio Preto, mas decidiram ficar nas beiradas para "ficar longe da muvuca". Eles estão na casa de amigos, que cansaram da maratona de blocos todos os dias.

A cantora voltou a se apresentar por volta das 17 horas, cantando hits, com "Parabéns" e "Seu Crime". Ela estava fantasia de chapeuzinho vermelho e utilizava uma peruca de longos cabelos castanhos. 

O desfile começou com o clima muito abafado, com sol forte, que mudou ao longo das horas e culminou em uma chuva forte pouco antes das 18 horas. Alguns foliões começaram, então, a deixar o show, mas grande parte permaneceu, dançando e repetindo coreografias debaixo da chuva e brincando em poças que já se acumulavam no asfalto e na calçada.

Durante o forte empurra-empurra para o desfile seguir, ao menos duas foliãs caíram, mas conseguiram ser erguidas, e vários frequentadores discutiram com cordeiros ou entre si - não terminando em agressão em alguns momentos pela intervenção de terceiros.

Isopor de vendedora quebrado, objetos perdidos e empurra-empurra

Lotado, o bloco teve dificuldade para avançar pela via. A corda, que separa o trio e as dezenas de convidados do público, precisava ser empurrada com força contra os foliões.

Entre chinelos, documentos, pochetes, cartões, pedaços de fantasias e outros tantos itens perdidos no empurra-empurra, vendedores ambulantes tiveram prejuízos. Alguns carrinhos, que não ouviram ou não conseguiram seguir as instruções de sair da rua, caíram ou foram danificados, perdendo pedaços do isopor, gelo e copos descartáveis. 

A situação mais dramática foi a de uma ambulante que teve o isopor destruído, com os produtos caídos na rua. Chorando muito e tremendo, ela teve ajuda de alguns foliõe que compraram os produtos, mas decidiu ir embora, mesmo com a mochila e uma sacola cheias de latinhas.

No empurra-empurra, um 'cordeiro' relatou ter tido o braço machucado com um cigarro por um folião. Além disso, documentos, carteira, pochetes, tiaras e outros tantos itens foram perdidos, ficando sobre o asfalto.

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