Ouvidoria da Polícia Civil vai investigar ação do Denarc na Cracolândia

Operação surpresa consistiu em atirar bombas de efeito moral e tiros de borracha em dependentes de crack que se concentravam na Rua Barão de Piracicaba

Bruno Ribeiro e Laura Maia de Castro, O Estado de S. Paulo

23 de janeiro de 2014 | 18h19

O ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Júlio Cesar Fernandes Neves, abriu um procedimento para investigar a ação de policiais civis do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) na região da Cracolândia, centro da capital, na tarde desta quinta-feira, 23.

 

A ação surpresa consistiu em atirar bombas de efeito moral e tiros de borracha em dependentes de crack que se concentravam na Rua Barão de Piracicaba, e não estavam inseridos na Operação Braços Abertos, tentativa da Prefeitura de combater os problemas sociais da região dando moradia, alimentação e emprego para os dependentes.

A reportagem apurou que a ação não havia sido planejada pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella. Mesmo oficiais da Polícia Militar que atuam na região não sabiam da ação. Na hora em que os policiais civis atiraram as bombas e iniciaram os confrontos com os dependentes, PMs, guardas-civis metropolitanos e até agentes das secretarias municipais de Saúde e Assistência Social foram pegos pelo fogo cruzado entre os agentes do Denarc e dependentes, que revidaram as bombas com pedras.

"Vamos abrir um procedimento para apurar a operação", disse o ouvidor. O Denarc marcou uma entrevista coletiva para comentar o caso.

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