‘Ouvi gritos dizendo papai, papai, papai ... pára... pára’, diz vizinho

Depoimento de Antonio LúcioTeixeira, morador do apto 12 do Edifício London, em 30/3

15 de abril de 2008 | 02h29

Na data de ontem, após sua esposa deitar-se o depoente assistia à TV na sala com a porta de vidro da varanda aberta..., e que, por volta das 23h35, aproximadamente, ouviu gritos ao longe de criança dizendo três vezes seguida, ‘papai, papai, papai ... pára... pára’ (...)  (...) A impressão que teve foi que a criança gritava de um dos apartamentos e não da rua, corredores e elevadores (...) (...) passados alguns minutos, cerca de cinco aproximadamente ... ouviu um estrondo. (...)  (...) Na seqüência Valdomiro da portaria interfonou-lhe dizendo: "Sr. Lúcio, caiu uma criança lá de cima e está na grama. (...)  (...) O depoente não tomou qualquer outra atitude, apanhou o telefone e discou 190. (...)  (...) Que perguntou da sacada ao Alexandre o que havia acontecido e ele respondeu que havia um ladrão lá em cima, que arrombou a porta do apartamento, rasgou a tela de proteção e em seguida havia jogado sua filha lá embaixo. (...) pôde ver uma senhora do outro lado da rua, moradora de uma das casas... ela contou-lhe que também chegou a escutar voz de criança gritando ‘papai, pára’. (...) GERALDA AFONSO FERNANDES, MORADORA DE IMÓVEL VIZINHO, 1º/4 (...) Acordou, não sabe precisar a que horas, com gritos de criança, não sabendo determinar o sexo, dizendo ‘papai, papai, papai’ (...)  (...) o grito era alto e dava a impressão de ser um grito de chamado pelo pai, como se ele não estivesse do lado da criança. Era um grito confiante, no sentido de saber que o pai iria ouvi-la e atendê-la.(...) (...)Não ouviu naquele momento outras vozes além do grito, nem mesmo discussão. Os dois últimos gritos foram mais débeis, foram mais distanciados, como se a criança estivesse distanciado-se para o interior do apartamento, tratavam-se de gritos mais abafados, como se ela tivesse sido repreendida para calar a boca.(...) PAULO COLOMBO, VIZINHO, 31/3 (...) o depoente informa que reside no condomínio Vilas Reis, onde já residiu o casal (...) (...) pôde perceber que eles discutiam muito, no apartamento e até por telefone... pôde ouvir que Anna Carolina sentia ciúmes da ex-mulher de Alexandre... numa das discussões do casal pôde ouvir Anna Carolina dizer que ele, Alexandre, teria ‘ferrado’ ela, Anna Carolina, que tinha dois filhos dele e que estava malcasada, uma vez que ele Alexandre tinha uma ex-mulher, que infelizmente havia laços que não seriam desvinculados; que outras discussões ocorriam sempre neste sentido de ciúmes de Anna Carolina da ex-mulher de Alexandre (...) ao início deste ano ouviu o barulho alto proveniente do apartamento 63, do casal Alexandre e Anna Carolina, logo em seguida ficou sabendo que Anna Carolina teria quebrado com as próprias mãos o vidro da lavanderia. (...) pode dizer que Anna Carolina tinha uma personalidade forte, tinha ciúmes do marido (...) ALEXANDRE DE LUCCA, EX-VIZINHO, 31/3 (...) diante da insistência de Alexandre em instalar as redes de proteção na sacada de seu apartamento, o porteiro acionou o depoente; que o depoente então interfonou no apartamento de Alexandre, dizendo que não seria permitido naquele dia de feriado barulho no prédio, pedindo para que aguardasse o dia seguinte; Alexandre disse: ‘... e se meus filhos caÍrem em razão de não ter a proteção, você sabe que eles são pequenos’ (...) CLAUBER SANTANA, EX-VIZINHO, 31/3 (...) somente na última discussão antes de deixarem o prédio, o vidro da janela da lavanderia do apartamento do casal foi arrebentada.(...)

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