Outro policial é executado na zona sul

Soldado Adilson Araújo foi baleado pelo garupa de uma moto, ao parar em um cruzamento perto da Estação Capão Redondo do Metrô

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2012 | 03h05

Mais um policial militar foi assassinado durante a folga na capital paulista. Dessa vez, o soldado Adilson Pereira Araújo, de 35 anos, foi atingido por dois tiros na cabeça, disparados por uma dupla em uma moto, na zona sul da cidade. A Polícia Civil não confirma que o PM foi executado, mas diz que nenhum bem de Araújo foi levado.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Araújo estava parado no cruzamento da Avenida Carlos Caldeira Filho com a Estrada de Itapecerica, próximo da Estação Capão Redondo do Metrô, quando uma moto vermelha emparelhou com o Gol do policial. O garupa da moto então atirou no carro, acertando o soldado "no rosto e na cabeça", de acordo a Polícia Militar. Ele ficou caído dentro do carro por cerca de 15 minutos, até a chegada de outros PMs, que o levaram para o Hospital Municipal do Campo Limpo. Araújo morreu no hospital.

A Polícia Civil não confirmou se imagens de câmeras de segurança próximas do local filmaram a ação ou se testemunhas puderam dar mais informações sobre os ocupantes da moto. O caso, que foi registrado no 37.º Distrito Policial (Campo Limpo), está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, que disse não ter mais informações.

Guerra. A Polícia Civil não confirma se a hipótese de que Araújo foi assassinado a mando do crime organizado será uma das linhas de investigação adotada.

A região onde o soldado morreu foi a mesma onde, em junho, ônibus foram queimados em protestos de moradores contra a violência policial e onde três pessoas morreram em uma chacina.

Na ocasião (entre 12 e 23 de junho), escutas telefônicas feitas pela polícia revelaram que integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) deram ordem a subordinados para executar policiais, segundo reportagem publicada pelo Estado em 1.º de julho. As escutas, porém, não identificaram ordem de criminosos para que os ônibus fossem queimados.

Aumento. Só em junho, a capital registrou média de quatro homicídios por dia, aumento de 47% em relação ao ano anterior. No ano, 50 policiais já foram assassinados em horário de folga.

A Grande São Paulo registrou sete chacinas no ano, com 22 mortes. Na mais violenta delas, ocorrida no último dia 26, no Jaçanã, zona norte da capital, seis pessoas foram executadas.

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