Outono começa hoje e deve ter condições típicas

Segundo a meteorologia, após um verão quente e chuvoso além da média, o paulistano verá dias mais amenos, mas ainda há risco de enchentes

Edison Veiga, O Estadao de S.Paulo

20 Março 2010 | 00h00

Depois de um verão atípico, com temperaturas acima da média e chuvaradas, o paulistano pode, enfim, respirar aliviado. Pelo menos é o que garantem os meteorologistas: o outono, que começa oficialmente às 14h32 de hoje, deve ser bem normal.

"A tendência é que as temperaturas abaixem, principalmente à noite. Vai ficar mais confortável para dormir", afirma a meteorologista Neide Oliveira, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). "Para o paulistano, entretanto, ainda há riscos de enchente até o início de abril, porque podem ocorrer pancadas fortes de chuva."

De acordo com o Inmet, o clima deste outono não deve fugir muito das médias históricas da estação - março: 27ºC e 186 mm; abril: 25ºC e 78mm; e maio: 23ºC e 66mm. "Talvez com números ligeiramente acima", diz Neide, atribuindo a pequena variação ainda aos efeitos do El Niño - fenômeno responsável pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que causou o "verão doido" que acaba hoje. "Ainda sofremos as consequências", comenta a meteorologista.

Quaresmeiras. Regra indefectível: se o clima muda, a paisagem acompanha. E é por isso que, nesses dias, as árvores Tibouchina granulosa - popularmente conhecidas como quaresmeiras - estão tão exuberantes pela cidade. Existem duas variedades: uma com flores roxas, outra com flores rosadas.

"É a época em que sua floração está no auge", diz a botânica Inês Cordeiro, do Instituto de Botânica. Ela lembra que a quaresmeira fica florida duas vezes por ano: de dezembro a março; e de junho a agosto.

Na capital paulista, elas podem ser apreciadas em diversos pontos. Há quaresmeiras no Parque do Ibirapuera, no Parque Tenente Siqueira Campos (mais conhecido como Trianon) e na Avenida 23 de Maio, na zona sul. "Nessa avenida, aliás, os exemplares são magníficos e podem ser admirados a partir das pontes do bairro da Liberdade", sugere Inês.

Quem for ao Jardim Botânico (Avenida Miguel Stéfano, 3.031, Água Funda) também poderá ver essas árvores. "As quaresmeiras que temos aqui não têm muito mais de 30 anos de vida", comenta a botânica. "Não temos nenhum exemplar que tenha sobrevivido ao primeiro plantio, cerca de 80 anos atrás." Isso porque, segundo Inês, por terem crescimento rápido e produzirem grande quantidade de sementes, as quaresmeiras não são muito longevas.

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