Oscar Maroni deixa a prisão e vai para churrascaria

Para o promotor José Carlos Blat, 'a liberdade provisória não minimiza a gravidade da denúncia'

Rodrigo Pereira , Estadão

02 de outubro de 2007 | 21h28

O polêmico empresário Oscar Maroni Filho, dono do clube Bahamas, deixou a prisão nesta terça-feira, 2, depois de obter um habeas-corpus. Após sair da detenção, o empresário foi comemorar a liberdade em uma churrascaria. Detido desde 14 de agosto, Maroni responde a processo por favorecimento à prostituição, tráfico interno de mulheres, exploração de prostíbulo e formação de quadrilha.   Embora o advogado José Thales Solon de Mello tenha orientado Maroni a evitar manifestações ruidosas que compliquem sua defesa, antes mesmo de deixar a detenção seu cliente já convocava uma entrevista coletiva para comentar sua prisão e explicar as estratégias para enfrentar o Ministério Público Estadual no processo. E escolheu como palco o próprio Bahamas, um dos pivôs da briga do empresário com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e com o MP.   "Ele vai falar, mas nada de polêmica. Vai apenas comentar a decisão da Justiça", adiantou o advogado. "Não havia motivos para decretar sua prisão preventiva", avaliou.   Para o promotor José Carlos Blat, que abriu o inquérito contra Maroni, "a liberdade provisória não minimiza a gravidade da denúncia". "É um direito dele, conseguiu esse benefício judicialmente e se cometer alguma afronta à ordem pública, às testemunhas, à preservação das provas, o habeas-corpus pode ser cassado. Só depende do comportamento dele."   Blat contou que Maroni depôs no processo na semana passada, sustentando que o Bahamas "era na verdade um balneário, e não um prostíbulo". Na quinta-feira o promotor tem audiência com as testemunhas do processo. Se for condenado pelos quatro crimes dos quais é acusado, Maroni pode pegar uma pena de 8 a 21 anos de prisão.   Segundo Mello, Maroni tentará agora a liberação do Bahamas e do Oscar’s Hotel. Após o acidente com o Airbus A320 da TAM, em julho, o prédio do hotel foi lacrado por Kassab. Construído como se fosse um prédio comercial, o local era um flat residencial.

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