Oscar Freire: preso acusado de mortes

Estudante de 21 anos suspeito de matar dois homens em apartamento, há uma semana, estava em Sertãozinho, no interior de São Paulo

William Cardoso, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2011 | 00h00

O suspeito de ter cometido duplo assassinato em um apartamento na Rua Oscar Freire, na zona oeste de São Paulo, há uma semana, foi detido ontem, em Sertãozinho (SP), conforme antecipou o Estadão.com.br. Após denúncia anônima sobre o local onde estava, o estudante Lucas Cintra Zanetti Rosseti, de 21 anos, foi cercado por 12 policiais e não esboçou reação. Informalmente, disse que agiu em legítima defesa. Oficialmente, não se pronunciou até a noite.

Na madrugada de segunda para terça-feira da semana passada, o analista de sistemas Eugênio Bozola, de 52 anos, e o modelo Murilo Rezende da Silva, de 21, foram assassinados a facadas no apartamento onde viviam. Na manhã seguinte ao crime, a empregada doméstica encontrou o corpo do patrão na cozinha do apartamento. O do modelo estava em um dos quartos.

Rosseti era um dos hóspedes de Bozola e, depois do crime, fugiu para o interior de São Paulo no Honda Civic prata do analista de sistemas. Na quinta, ele foi apontado pela polícia como o responsável pelas mortes.

Rosseti foi encontrado por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sertãozinho em uma casa na Vila Áurea Mendes Gimenes, na periferia da cidade. É o mesmo bairro onde foi localizado anteontem o carro de Bozola. A informação sobre onde o suspeito estava veio após uma apreensão em um ponto de tráfico de drogas.

Na casa onde o suspeito se escondia, a polícia também encontrou Rita de Cássia de Sales, de 28 anos. Ela falou que não sabia que Rosseti estava foragido e não explicou de onde o conhecia. Rita deverá responder por favorecimento pessoal em um termo circunstanciado.

Tranquilo. O modelo Alex Rosseti, de 20 anos, afirmou que o irmão aparentava estar tranquilo, mas que não chegou a falar com ele na delegacia. Disse também que ainda não se sabe o que aconteceu no apartamento na noite do crime. Sobre Rita, falou que não sabe quem ela é. "Não conhecia essa mulher. Nunca tive contato com ela."

O advogado Frederico Rezende Borges esteve com Rosseti durante toda a tarde. Ele disse que o cliente não vai manifestar-se oficialmente até chegar à capital, onde será defendido pelo criminalista Ademar Gomes. "Apenas acompanhei para assegurar que ele tenha os direitos garantidos (de integridade física e de permanecer calado)."

Informalmente, Rosseti disse aos policiais que o prenderam que agiu em legítima defesa. Falou que Bozola teria oferecido bebida a ele e a Silva. Adormeceu e, quando acordou, teria visto o analista de sistemas esfaqueando o modelo. Tentou fugir e arremessou um cinzeiro contra Bozola. Na cozinha, pegou uma faca e feriu o analista de sistemas, segundo sua versão. Assustado e com medo, fugiu para o interior. Ele teria dito que conheceu Bozola por meio de redes sociais e foi convidado pelo analista a morar e a trabalhar na capital, onde estava havia uma semana. Ele não teria explicado por que o analista mataria o modelo.

O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que teria provas materiais responsabilizando Rosseti pelo duplo homicídio. Ele deve seguir hoje pela manhã para a capital, onde vai prestar depoimento. /COLABOROU MARCELO GODOY

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