Os números da CET são fictícios

Análise: Dirceu Rodrigues Alves Júnior

É PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA DE TRÁFEGO (ABRAMET), O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2012 | 03h02

Os dados da CET são hipotéticos. Estão falando de mortes entre janeiro e julho. São dados irreais, que só correspondem a acidentes com mortes. Mas o sujeito que sofreu o acidente em janeiro só está morrendo agora. Os resultados de acidentes com mortes quase sempre são tardios. Morrem por infecções, após múltiplas cirurgias, às vezes até depois de terem alta. Esses números são fictícios.

A CET tem recursos humanos baixíssimos. Não vemos os agentes de trânsito na rua. Vemos em cruzamentos específicos, em determinadas áreas, não na cidade toda. Outro fator é a lei seca. Temos um estudo em parceria com a Universidade de São Paulo que mostra o exagero que é o abuso de álcool entre motociclistas. Mas quem é fiscalizado é o carro, nas baladas. Não é o suficiente.

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