Os mais curiosos patrimônios da cidade

Livro recém-lançado mostra todos os 165 bens tombados pelo Condephaat em SP

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2011 | 00h00

Todos os 165 bens tombados pelo Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) na Grande São Paulo acabam de virar livro. Com textos da cientista social Margarida Cintra Gordinho, Patrimônio da Metrópole Paulistana é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura, o Museu da Casa Brasileira e a Editora Terceiro Nome. Está à venda por R$ 48 - e suas fotos poderão ser vistas até 20 de março em uma exposição no Museu da Casa Brasileira (Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano) de terça a sábado, por R$ 4, e domingo, grátis.

"Muita gente deve morar perto desses bens e não conhece a história deles, não sabe nem que eles são tombados", acredita Margarida. "Esses tombamentos ajudam a entender a própria história de São Paulo." No que depender dos planos do governo, o livro deve ser só o primeiro de uma série.

Além dos endereços já amplamente conhecidos, como o Pátio do Colégio, o Teatro Municipal e o Monumento Às Bandeiras, Patrimônio da Metrópole Paulistana, traz também casos curiosos. "O pitoresco mostra a diversidade da cidade", explica a cientista social. "E, mais que isso, como essa diversidade é importante e precisa ser ressaltada."

Selecionamos alguns dos tombamentos mais inusitados para estampar esta página. Confira.

Cratera de Colônia

Muitos paulistanos podem não saber, mas há uma cratera no município. Fica no bairro de Colônia, no distrito de Parelheiros, extremo sul do município, e é um patrimônio arqueológico dos mais interessantes do País. Mede 3,6 quilômetros de diâmetro e foi formada pelo impacto de um meteoro que caiu ali há, estima-se, 20 milhões de anos. Até hoje a região é estudada por geólogos.

Terreiro de Candomblé Aché Ilê Oba

O terreiro, que fica na Vila Facchini, região do Jabaquara, zona sul, é um típico exemplo das casas de culto dos orixás.

Hidroavião Jahu

Guardada no Campo de Marte, a aeronave foi adquirida em 1926 e é o único exemplar do mundo do avião italiano Savoia Marchetti S-55.

O sino usado em 1822

Em 1822, o sino ficava na antiga Catedral da Sé e repicou para anunciar solenemente a Independência do Brasil. Desde 1942, está na Igreja de São Geraldo, em Perdizes.

Templo no Centro de SP

Erguido em 1925, o Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento é o mais antigo templo ocultista da América do Sul e fica no centro de SP. O projeto de Gilberto Gullo respeita a filosofia da Ordem.

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