Os jovens contra as mortes no trânsito

Carros possantes, em alta velocidade, alguns dirigidos por motoristas embriagados, deram a sensação de que sair à noite em São Paulo era uma roleta-russa. O trânsito se consolidou neste ano como a principal causa de mortes violentas no Estado, ultrapassando os homicídios.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

25 Dezembro 2011 | 03h03

Em julho, o administrador Vitor Gurman, de 24 anos, morreu atropelado na Vila Madalena, na zona oeste. Em setembro, Míriam e Bruna Baltresca, mãe e filha, foram atingidas por um carro em alta velocidade na saída do Shopping Villa-Lobos.

Jovens diretamente envolvidos com a tragédia decidiram agir. O administrador Heitor Bonadio, de 25 anos, foi um deles. Com amigos que estudaram com Gurman, organizou uma série de mobilizações para despertar a discussão sobre a violência no trânsito. Criaram o movimento Viva Vitão. Pela internet, organizaram protestos no Parque do Ibirapuera, na Rua Augusta e na Avenida Paulista. Em um sábado à noite, 500 pessoas vestidas de branco e com velas andaram pelas ruas da Vila Madalena. "A internet ajuda. Mas na vida real a situação é mais difícil e não é tão fácil mobilizar", diz Bonadio.

Rafael Baltresca, filho e irmão de Míriam e Bruna, fundou o grupo Não Foi Acidente, que coleta assinaturas para um projeto de lei para endurecer as penas dos motoristas culpados por mortes no trânsito. Já conseguiram 180 mil assinaturas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.