''Os grafites da cidade têm muita energia''

Jean Paul Ganem, artista plástico, mora em Paris e é adepto da Land Art

, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2010 | 00h00

Desde 1992, o artista plástico franco-tunisiano Jean Paul Ganem faz da natureza a sua matéria-prima. Radicado em Paris, ele já transformou a paisagem de campos agrícolas e aterros sanitários por meio da Land Art. "Minha arte trabalha lugares destruídos e transforma um local feio em um lugar bonito."

Ganem tem um projeto em São Paulo que pretendia redesenhar com plantas e flores os traços originais da Favela Aldeinha, na zona norte, removida pela Prefeitura em 2008, mas a iniciativa não deu certo. A Prefeitura usou o terreno para construir uma usina de asfalto. "O concreto ganhou essa batalha." Agora, ele fará o projeto no Parque Raposo Tavares, no Butantã, mas o nome, Bloom Project Aldeinha, será mantido. "A remoção de favela é um ato violento e se repete muito, por isso queremos manter o conceito e dar visibilidade a essas pessoas." A previsão é de que fique pronto até maio.

Impressões. Ganem veio a São Paulo pela primeira vez há 20 anos. "É uma cidade interessante, diferente de Paris ou Nova York, que não mudam muito. Aqui, cada vez que volto, vejo mudanças." Ele se impressiona com pichações e grafites. "Têm muita energia." Mas critica o excesso de asfalto e diz que a cidade é feita para carros. "Deveriam construir mais metrô, é o caminho certo."

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