Hélvio Romero
Hélvio Romero

Os cachorros agora encolheram

Minihuskies, minicollies e uma nova linhagem de pequinês provocam filas de espera nos pet shops

Valéria França, O Estado de S.Paulo

19 Março 2011 | 00h00

Quem adora bichos já notou. Há muitas raças novas de cães desfilando pelas ruas de São Paulo. Algumas chamam a atenção pelo exotismo, caso do chinese crested dog (cão de crista chinês), que só tem pelos na cabeça, como se fosse uma crina de cavalo, e nos pés. Pequeno, pesa 5 quilos quando adulto - ele é do tipo mini, como a maioria das novidades que faz sucesso nos pets.

"Com a verticalização da cidade, há uma procura cada vez maior por cães de pequeno porte", diz Renata Scarpa, dona da Au Pet Store, nos Jardins. E o mercado vem aumentando a oferta. Anteontem, por exemplo, chegou o primeiro casal de alaskan klee kai, também conhecido no meio como minihusky siberiano.

"A raça mantém as mesmas características de comportamento do husky. Trata-se de um cão agitado e de trabalho", diz a veterinária Bruna Masiviero, de 30 anos. "Por ser menor que o tradicional husky, precisa de menos espaço para viver."

Antes mesmo de sair dos Estados Unidos e embarcar para o Brasil, o primeiro casal de minihuskies estava vendido. Os dois ficaram apenas um dia na loja, tempo para tomar as vacinas e então partir para a casa dos donos. Cada um saiu por R$ 12 mil.

Outro cachorro que também encolheu foi o collie. A raça ficou famosa graças à série americana da década de 1950 Lassie - nome da cadela heroína da história. Agora o collie voltou a ser um dos preferidos, mas na versão mini, batizada de pastor de Shetland.

"É uma raça inteligente, solta poucos pelos e não tem odor", diz Hélio de Lima, criador, dono do Canil Kanove. No Brasil, a primeira leva chegou em meados de 1995. "Pegou em 2004, por causa de seu bom desempenho no agility - esporte que tem base em provas hípicas, em que o animal tem de vencer uma série de obstáculos.

Sobrevivente. Raça oriental que quase foi extinta, o pequinês voltou com tudo. "Mas com modificações genéticas", revela a criadora Rosana Maria Chemp, do Canil Chemp"s Dog (www.chempsdog.com.br). "Ficou mais dócil e amigo, por exemplo. A geração anterior era agressiva, costumava avançar e morder. Também latia muito."

Fisicamente, as mudanças foram pequenas. A arcada dentária, proeminente, ficou mais harmônica. Foram mantidos a pelagem longa, o focinho achatado e os olhos esbugalhados.

Também estão entre as raças mais procuradas no pet o buldogue francês - menor e mais dócil que o inglês e sem tantos problemas de pele - e o belga griffon de Bruxelas, que está entre os mais caros. Um animal chega a R$ 6 mil.

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