Os 'avatares de Embu-Guaçu'

Oficial da PM, educadora, psicóloga e advogado lideraram a briga e agora comandam associação

, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2010 | 00h00

O oficial da Polícia Militar João Henrique Martins, morador do Interlagos Sul, conta que decidiu entrar na briga quando o som de passarinhos, seu despertador matinal, foi substituído pelo barulho da motosserra. Depois, veio o choque com a derrubada de araucárias antigas. "Quando começamos a mexer no assunto, era difícil conseguir apoio porque todos temiam a força de um grupo com importantes lideranças da cidade. Seguimos em frente por acreditar que ainda existem instituições com as quais contar."

Ele se juntou à psicóloga e ex-bailarina Sílvia Antunes e à educadora social Marlei Diniz. Em 2007, as duas haviam mobilizado moradores para se deitarem em frente de tratores que derrubariam árvores centenárias para implantar um novo paisagismo na entrada do condomínio. "Conseguimos convencer a administração de que se tratava de um equívoco. Não havia má-fé, mas visões de mundo diferente. Percebemos isso quando a nova chapa entrou. Com essa não tinha diálogo", afirma.

O grupo que denunciou o desmatamento na cidade passou a ser conhecido como os "avatares de Embu-Guaçu", em referência ao filme de James Cameron. Depois de inúmeras batalhas na Justiça, eles assumiram o comando da associação há duas semanas. A sentença final saiu no Dia da Árvore (19 de abril). Eles assumiram no 21 de abril.

Planos. A nova associação pretende, em parceria com a nova gestão ambiental da cidade, educar os mais de mil trabalhadores do condomínio para que eles consigam identificar as diferentes espécies de árvore e proteger a floresta da região. Eles ainda querem criar no condomínio um santuário para cuidar de animais feridos. / B.P.M.

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