Os arranha-céus da metrópole, um século depois

A partir de hoje - e nos próximos domingos até 18 de dezembro -, série vai mostrar a história dos prédios emblemáticos de São Paulo

RODRIGO BRANCATELLI , REPORTAGEM, EDUARDO ASTA, MARCOS MÜLLER , INFOGRAFIA, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2011 | 03h06

Desde que as primeiras paredes foram erguidas apenas com barro, capim e sangue de animais nas redondezas do Pátio do Colégio, a verticalização se tornou o maior símbolo de São Paulo, um testamento da riqueza de uma megalópole em formação. O paulistano sempre quis morar cada vez mais alto, cada vez mais empilhado - "uma busca pelas nuvens e pelo status", como escreveu o arquiteto Cristiano das Neves, fundador da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie, a mais antiga da capital.

Neste fim de ano, comemora-se um século de busca pelas nuvens. Entre novembro e dezembro de 1911, os primeiros prédios de cinco andares eram inaugurados no centro antigo, assombrando os paulistanos que até então só tinham visto sobrados e palacetes. Um ano depois, os 36 metros de altura do Edifício Guinle inauguravam a era dos arranha-céus, o ponto de partida para que São Paulo se transformasse em uma metrópole eclética e multifacetada.

Mais do que um monte de apartamentos agrupados, os edifícios serviram como agentes modificadores da cena urbana - como escreveu o ensaísta italiano Emilio Cecchi: "O arranha-céu não é uma sinfonia de linhas e de massas, de cheios e vazios; é, antes, uma operação aritmética, uma multiplicação."

Para comemorar esses 100 anos de prédios, o Estado procurou especialistas para revisitar alguns dos edifícios mais emblemáticos da capital, os endereços que se transformaram em símbolos de cada década - justamente aqueles que, em meio à poluição visual, viraram marcos que resistiram ao caótico processo de renovação urbana.

A partir de hoje - e nos próximos domingos, até 18 de dezembro -, será possível ver a evolução dos edifícios, descobrir curiosidades, analisar como eles contribuíram para o desenvolvimento da capital paulista. E entender como chegamos na São Paulo de hoje.

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