Orientações a alunos foram diferentes em cada local de prova

Estudantes afirmam que responsáveis pelas salas não sabiam o que fazer; em Porto Alegre foram obrigados assinar ata

Mariana Mandelli, Lucas Azevedo, Kelly Lima, Julio Lima, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2010 | 00h00

Candidatos do Brasil inteiro tiveram problemas com a folha de respostas e com o caderno amarelo, que trouxe questões repetidas e na ordem errada. Na sala onde Lucas Soares fez a prova, na Estácio UniRadial de Campo Grande, zona sul de São Paulo, o fiscal orientou incorretamente os candidatos, dizendo que os alunos deveriam preencher o cartão resposta seguindo o tema. A mesma orientação errada foi dada a Lívia Barcellos, de 18 anos.

Lucas Bellotti, de 19 anos, questionou o fiscal sobre o erro, mas ele não soube responder. "É uma falta de respeito. Eles tiveram o ano todo para fazer a prova e acontece isso?"

Leandro Marcondes de Abreu conta que fez a prova na FMU e não recebeu orientação. Diz ainda que seus colegas que fizeram no Colégio Santa Amália, em Mirandópolis, também receberam orientação errada. "Primeiro eles falaram que era para inverter e depois falaram que não."

Bruno Millen, de 20, que cursa Medicina Veterinária na Universidade Federal da Bahia e pretende entrar em Biologia, disse que alunos que fizeram o Enem no Pavilhão de Aulas I da UFBA, no bairro de Ondina, reclamaram do erro no cabeçalho do cartão resposta. "Uma moça, que estava sentada perto de mim, disse que chegou a se confundir e marcar algumas questões erradas."

Nas Faculdades Opet, em Curitiba, erros de digitalização apontaram alguns endereços incorretos e provocaram o atraso no fechamento dos portões, como forma de tolerância.

No Colégio Estadual Julio de Castilhos, em Porto Alegre, alunos tiveram de assinar ata dentro da sala relatando os problemas: erros de impressão, questões repetidas e a troca de ordem na folha de respostas. "Na minha prova havia quatro perguntas repetidas, o sequencial das respostas estava incorreto e a questão 31 não existia. Os fiscais tiveram de trocar as provas", relata André Ulrich, de 22 anos. Sua namorada passou pelo mesmo. "A prova amarela estava errada. Além disso, vi mais de um erro de português, que poderiam ser da impressão", conta Adrieli Aparecida Pereira.

Depoimentos

LEANDRO DE ABREU

SÃO PAULO

"Primeiro os fiscais disseram que era para inverter a ordem das respostas, depois disseram que não era. Isso deixou todo mundo confuso."

ANDRÉ ULRICH

PORTO ALEGRE

"Na minha prova havia quatro perguntas repetidas, o sequencial das respostas estava incorreto e a questão 31 não existia."

ANDREZA SENA

SÃO PAULO

"Fomos avisados de que havia um erro na prova e por isso não podíamos começar o exame até que fosse resolvido. Meia hora depois, fomos autorizados a começar, sem que ninguém falasse nada sobre o gabarito."

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