Organizadores da Marcha da Maconha fazem avaliação positiva do ato

Pelo menos 4 mil manifestantes se reuniram no ato que se estendeu até a Praça Roosevelt, no Centro

Marina Azaredo, O Estado de São Paulo

26 Abril 2014 | 19h09

Os organizadores da Marcha da Maconha avaliam que o ato da tarde deste sábado, 26, foi positivo. "A polícia não atrapalhou e conseguimos colocar um debate público para a sociedade sobre a importância da legalização das drogas", afirmou a pesquisadora Juliana Machado, de 30 anos. "A PM deveria agir assim em todas as manifestações", completou. Não houve detidos ou drogas apreendidas, informou a assessoria da PM.

Ela também comentou o porquê do adiantamento da Marcha deste ano, que normalmente acontece em junho. "Fizemos mais cedo para ficarmos livres para o calendário de lutas de maio e junho. nos próximos meses, vamos ter protestos contra a repressão, a polícia militarizada, contra o fato de não podermos usufruir da cidade que construímos e contra a Copa. Como movimento anticapitalista, vamos nos unir a essas lutas", explicou.

O ato. Cerca de quatro mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar , participaram da Marcha da Maconha em São Paulo, que se estendeu até a Praça Roosevelt, no centro da cidade. Organizadores falam em 10 mil pessoas. No local, clima de festa, com música ao vivo, cerveja e maconha. A Polícia Militar acompanhou a manifestação de longe. Os manifestantes se reuniram no vão livre do Masp por volta das 15h30 e saíram caminhando pela Avenida Paulista. Percorreram a Rua Augusta e a Rua da Consolação. O grupo deu início ao ato por volta das 16h30.

 

Baseado gigante. Entre os manifestantes, houve um grupo que planejou uma ação diferente para o ato: mandar um baseado gigante de maconha para "viajar". No começo da manifestação, mandaram para o céu um enorme baseado de maconha com a ajuda de 420 balões de gás.

Os organizadores distribuíram folhetos com orientações de segurança para a marcha, como não cair na provocação da polícia e o que fazer em caso de prisão. O ato teve um cordão de pessoas de mãos dadas do início ao fim e os organizadores pediram que os participantes não quebrassem a corrente.

"Não porte substâncias ilícitas. A gente ainda não legalizou!", diz o texto do folheto. No entanto, alguns grupos de manifestantes fumaram maconha.

Policiamento. A Polícia Militar atuou com um efetivo de 120 policiais na Marcha da Maconha. "Vamos fazer um acompanhamento a distância, porque essa manifestação provavelmente será pacifica. Geralmente eles dançam e fazem coisas diversas", explicou a capitã Sheila, que esteve no comando da operação.

Sobre os usuários de maconha durante a Marcha, a capitã afirmou que "a legislação não mudou e que providências podem ser tomadas", mas admitiu que não é esse o foco da operação. "Vamos ficar mais na orientação e agir apenas em situações mais graves e casos de quebra da ordem." A operação conta ainda com 20 motocicletas e dez viaturas de força tática.

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