Helvio Romero/AE
Helvio Romero/AE

Oposição vence eleição do Jockey de SP e busca CEO para gerir crise

Chapa liderada pelo empresário Benjamin Steinbruch derrota grupo que comandava clube há seis anos e quer profissionalizar gestão

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

14 Março 2017 | 22h04

SÃO PAULO - A chapa de oposição liderada pelo empresário Benjamin Steinbruch, de 63 anos, venceu nesta terça-feira, 14, a eleição do Jockey Club de São Paulo. Agora, os 12 membros do conselho de Administração recém-eleitos vão escolher seu presidente na próxima semana e iniciar a busca no mercado por um CEO que será contratado para tentar reerguer o Jockey, afundado em dívidas que chegam a R$ 250 milhões, segundo o grupo vitorioso.

Steinbruch, diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e vice-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), é o mais cotado para presidir o conselho. A chapa dele derrotou, por 160 a 121 votos, o grupo do atual presidente do Jockey, Eduardo da Rocha Azevedo, e do atual vice, o empresário Ricardo Vidigal. "Vamos contratar um headhunter para procurar um CEO para o Jockey, que terá uma gestão completamente profissional", disse Steinbruch.

Segundo o empresário, também serão contratados diretores remunerados para administrar o clube, o que só foi permitido após a aprovação do novo estatuto do Jockeu, aprovado em assembleia geral no mês passado. A oposição, que tirou derrotou o grupo que comandava o Jockey há seis anos, foi eleita prometendo maior transparência administrativa, saneamento das finanças, recuperação do turfe e do patrimônio do clube, e uma "gestão mais próxima da cidade".

Chácara. Durante a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), o clube negociou com a Prefeitura a desapropriação da Chácara do Jockey, área de 143,5 mil metros quadrados que virou parque na região do Butantã, zona oeste da cidade. O negócio, porém, foi parar na Justiça em função do valor pago pelo Município, de R$ 64 milhões, enquanto o clube reivindica R$ 177 milhões.

A gestão do prefeito João Doria (PSDB) busca um acordo para viabilizar, além do parque, a construção de torres residenciais e a instalação de um museu de biodiversidade sob o comando da Universidade de São Paulo (USP) numa área em que o Jockey e a Prefeitura afirmam haver uma discussão sobre a abrangência do tombamento. "Acho que dá para satisfazer tanto o clube quanto a Prefeitura e os moradores da cidade".

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