Oposição sugere fazer pagamento em conta

Os aliados da presidente Dilma Rousseff no Congresso mobilizam-se nos bastidores para criar obstáculos ao acordo feito com Cuba em torno do envio de médicos ao interior do País. Os líderes do PP no Senado, Francisco Dornelles (RJ), e na Câmara, Jair Bolsonaro (RJ), uniram-se para aprovar alteração à Medida Provisória 621, que impede o pagamento ao governo cubano pelo trabalho.

Helaye Boaventura, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2013 | 02h04

A proposta é obrigar o governo a abrir uma conta bancária para pagamento dos médicos integrantes do programa. "Nós não podemos permitir trabalho escravo. Todos os recursos que o Brasil paga ao médico têm de ser do médico", defendeu o senador Francisco Dornelles ao Análise Política do Broadcast Político do Grupo Estado. Ele articula apoio de líderes de outros partidos aliados e da oposição para alterar a MP no Congresso.

A participação de Dornelles na articulação contra o pagamento de médicos cubanos garante peso político à oposição à medida. A principal estratégia dos adversários do programa, por enquanto, tem sido tentar atrasar a tramitação da MP 621 a fim de fazê-la caducar.

Nesta terça-feira, o governo teve de fazer esforço para aprovar o plano de trabalho do relator da MP, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), na comissão mista. A tentativa dos oposicionistas era ganhar mais tempo com a realização de audiências públicas no colegiado. Ao final, porém, a posição dos governistas prevaleceu, em um calendário que prevê a aprovação da MP em dois meses. A MP completa 60 dias de edição em 6 de setembro, e deverá ser prorrogada pelo mesmo prazo.

Estão previstas três audiências públicas para discutir a medida, nos dias 3,10 e 17 de setembro. Uma comissão geral já tratará a MP no plenário no dia 4.

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