Operários voltam ao trabalho no Aeroporto de Viracopos

Eles estavam parados desde o dia 2, depois que 14 trabalhadores caíram de uma altura de 10 metros de um andaime

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2013 | 16h37

CAMPINAS - Os 3,7 mil trabalhadores das obras do novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), aceitaram na manhã desta quarta-feira, 8, voltar ao trabalho. Eles estavam parados desde o dia 2, depois que 14 operários caíram de uma altura de 10 metros de um andaime de madeira - um deles ficou em estado grave. Em março, um outro funcionário morreu soterrado.

A paralisação por melhores condições de segurança na obra coincidiu com as negociações de aumento da categoria. Em assembleia com representantes do Consórcio Construtor Viracopos, que executa as obras, na manhã desta quarta, os trabalhadores aceitaram 7% de aumento nos salários, vale-alimentação de R$ 240 e abono dos dias não trabalhados.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada - Infraestrutura e Afins do Estado de São Paulo (Sintrapav-SP) negociava 17% de aumento salarial e cesta básica de R$ 280 e chegou a ameaçar levar o movimento para o resto do Estado durante a semana.

A obra de ampliação e modernização de Viracopos, após a concessão, é considerada pelo governo federal estratégica para a Copa de 2014. O novo terminal, que vai elevar a capacidade do aeroporto de 9 milhões de passageiros por ano para 14 milhões de passageiros/ano, tem 110 mil metros quadrados de área, edifício-garagem com três pisos e capacidade para 4,5 mil veículos (o atual suporta 2,1 mil), 28 posições para estacionamento de aeronaves com pontes de embarque e desembarque (fingers), o que não existe atualmente, e sete posições remotas (com acesso aos aviões por ônibus). Apesar do retorno aos trabalhos, o Ministério do Trabalho e Emprego mantém ainda o embargo parcial de alguns pontos da obra, por questões de segurança.

Mais conteúdo sobre:
Viracopos greve negociação

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.