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Operário demitido por justa causa sequestra assistente de RH

Carlos Antônio Vieira de Souza, de 24 anos, trabalhava em um frigorífico, em Promissão (SP); ele foi flagrado pela polícia quando dirigia em uma rodovia, provavelmente em direção ao cativeiro

CHICO SIQUEIRA, Especial para O Estado

18 de setembro de 2015 | 19h06

ARAÇATUBA - Revoltado com a demissão no emprego, o operário Carlos Antônio Vieira de Souza, de 24 anos, sequestrou a assistente do departamento de Recursos Humanos (RH) do frigorífico onde trabalhava, em Promissão, no interior de São Paulo. A intenção era usar a funcionária sequestrada, Débora Natália da Rocha Carvalho, para negociar com seus os patrões o pagamento de uma quantia que ele achava que ainda tinha a receber por conta do acerto trabalhista. Mas o planto não deu certo. Vieira foi preso na tarde desta sexta-feira, em uma rodovia estadual de Araçatuba, distante a 85 quilômetros de Promissão.

Para praticar seu plano, Vieira roubou, pela manhã, um carro, um Corsa Sedan, na área central de Araçatuba. Foi até Promissão e, por volta das 13h30, quando Débora deixava o escritório para almoço, a abordou na portaria. Vieira estava armado com um revólver calibre 32.

De acordo com Débora, o rapaz a rendeu e a colocou no carro. "Ele estava muito nervoso e fiquei com medo de que ele pudesse perder o controle caso a gente cruzasse com a polícia", contou. "Embora ele afirmasse que, se eu ficasse quieta, nada aconteceria comigo, fiquei com medo dele fazer algum mal para mim", disse a moça depois de ser resgatada pela PM. Segundo Débora, Vieira achava que a demissão, por justa causa, era uma armação e que a culpa era dela. 

Vieira foi abordado quando passava pela Rodovia Elyeser Montenegro Magalhães, na zona urbana de Araçatuba. A PM suspeita de que ele queria usar alguma casa do jardim Planalto, um bairro das proximidades, como cativeiro. Ao ser interceptado pela PM, ele tentou fugir e depois não quis sair do carro. Quando os PMs fizeram a revista, encontraram um revólver calibre 32 carregado com seis balas. Ao ser preso, o operário confirmou que estava sequestrando a moça para usá-la na tentativa de receber uma diferença que a empresa teria deixado de pagar no seu acerto. Débora, porém, disse que o acerto foi feito corretamente.

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