Operação quer 'sufocar crime' onde morreram policiais

Em uma resposta à onda de assassinatos de policiais, a Polícia Militar anunciou ontem que vai realizar a Operação Saturação nas regiões onde aconteceram ataques. O reforço começou ontem e não tem prazo para terminar. A ação consiste na presença maciça de policiais, com realização de bloqueios e abordagens, para sufocar a criminalidade. De acordo com a PM, um terço dos policiais que atuam no setor administrativo vai para as ruas, o que resultará em um acréscimo de 5 mil policiais ao efetivo.

ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2012 | 03h06

Policiais da Tropa de Choque serão estrategicamente enviados para as regiões onde policiais foram assassinados. Segundo a corporação, eles vão para a zona sul da capital e para Guarulhos, Taboão da Serra, Embu das Artes e Baixada Santista.

A ação acontecerá diariamente, das 15h às 23h. Além de bloqueios, haverá operações em locais "cujas análises de inteligência indicam comércio de drogas com o objetivo de prevenir a ocorrência de atos ilícitos, em especial com emprego de motocicletas". Ágeis, as motos são utilizadas pelos criminosos em muitos dos atentados contra os PMs. Segundo a corporação, serão usados 14 helicópteros no Estado.

Histórico. A crise se intensificou em 3 de outubro, quando dois suspeitos de tráficos de drogas e um PM foram mortos em Cubatão, no litoral. No dia seguinte, em apenas 20 horas, sete pessoas foram assassinadas no Guarujá. Em Santos, o PM Marcelo Fukuhara e um homem que tentou ajudá-lo foram mortos. Horas depois dos crimes, cinco pessoas foram assassinadas na região.

Na segunda-feira, o soldado Hélio Miguel Barros, de 36 anos, foi assassinado por criminosos em um posto de gasolina em Taboão da Serra. Minutos mais tarde, PMs mataram dois suspeitos de roubo em Embu das Artes. Na madrugada que se seguiu, outras cinco pessoas foram assassinadas por homens que passaram em dois carros.

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