Operação prende 19 em esquema de fraudes de habilitações

Foram presos policiais, despachantes, médicos, psicólogos e proprietários e funcionários de 17 auto-escolas

da Redação, estadao.com.br

03 de junho de 2008 | 15h06

Pelo menos 19 pessoas foram presas, 1.300 habilitações bloqueadas por suspeita de falsificação e outras 8 mil estão em investigação, em decorrência de uma operação da Polícia Rodoviária Federal, em conjunto com o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, nesta terça-feira, 3. Segundo as primeiras informações, uma quadrilha falsificava e vendia habilitações em pelo menos sete Estados.   Foram presos policiais, despachantes, médicos, psicólogos e proprietários e funcionários de 17 auto-escolas e Centros de Formação de Condutores (CFCs)em seis cidades da Grande São Paulo. A Operação Carta Branca foi desencadeada depois de um ano de investigações do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) de Guarulhos, do Ministério Público Estadual (MPE).   O esquema de propinas envolve delegados e investigadores das Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) de Ferraz de Vasconcelos e do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran), inclusive de sua corregedoria, que, em vez de investigar as irregularidades, é suspeita de achacar os envolvidos no esquema. Em duas oportunidades, donos de auto-escola e funcionários de Ciretran foram flagrados conversando sobre a arrecadação de dinheiro para os corregedores.   Segundo a Assessoria de Imprensa do Detran, há milhares de carteiras bloqueadas no Estado por suspeita de fraude, mas não confirma que 40 mil estejam sob suspeita em decorrência da operação. Só o Detran tem poder para bloquear carteiras. Em março, o Estado revelou que, cerca de 19 mil pessoas de todo o Estado e 200 auto-escolas da Capital, da Grande São Paulo e de Santos estão na malha fina do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), em operação do governo estadual contra fraudes para tirar e renovar a carteira nacional de habilitação.   (Colaborou Laura Diniz, de O Estado de S. Paulo)

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