Operação padrão atrapalha vôos em Cumbica e Congonhas

Passageiros enfrentavam longas filas nos aeroportos de São Paulo na noite desta quarta

Pedro Henrique França,

31 de outubro de 2007 | 22h03

O Ministério Publico do Trabalho de São Paulo informou na noite desta quarta-feira que foi comunicado, informalmente, de que a categoria dos aeroviários, que inclui os controladores de vôo, definiu em assembléia, entrar em operação nos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Congonhas, em São Paulo. Na noite desta quarta, a operação já provocava longas filas nos aeroportos.A decisão, que já está valendo, é uma reação a uma nota emitida ontem pela Infraero anunciando que não cumpriria o acordo coletivo firmado em julho que previa dois tipos de promoções aos funcionários - por merecimento e por tempo de serviço.Ainda segundo o Ministério Público do Trabalho, os aeroviários do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, estão se reunindo nesse momento para definir se aderem à operação padrão. Os do Viracopos, em Campinas, reúnem-se na quinta-feira e os de Fortaleza já decidiram que adotarão o procedimento a partir de segunda-feira. De acordo com o Ministério Público a operação padrão por parte dos aeroviários de Congonhas e Cumbica estava prevista para começar apenas na segunda-feira mas foi antecipada na assembléia .A exemplo do que aconteceu recentemente na paralisação dos metroviários de São Paulo, o Ministério Público do Trabalho deve instaurar um dissídio coletivo de greve, que determina a presença de um porcentual mínimo de trabalhadores em suas áreas de atuação para evitar maiores problemas à população. Em entrevista à Agência Estado, o procurador do Ministério Público do Trabalho de São Paulo, Fabio Fernandes, disse que a situação deve ser ficar crítica por conta do feriado prolongado, quando o movimento nos dois aeroportos aumenta consideravelmente. Como a operação padrão consiste no cumprimento estrito das atribuições funcionais, com a desconsideração de outros compromissos assumidos em função das necessidades do serviço, como aconteceu com a mobilização dos controladores de vôo que resultou no caos aéreo após o acidente com o avião da Gol, Fernandes admitiu a iminência de problemas."De qualquer forma, o tráfego aéreo será afetado, mas vamos entrar com o dissídio para evitar uma situação ainda pior", afirmou o procurador, acrescentando que aguarda as atas das duas assembléias para formalizar as providências necessárias.Ele considerou que a posição dos aeroviários pode até ser considerada legítima, mas ponderou que, como eles prestam um serviço público, é preciso compatibilizar os direitos dos trabalhadores com os dos usuários.

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