Operação da PM em Paraisópolis prende 17 pessoas em quatro dias

Cerca de 500 policiais ocupam a favela desde segunda-feira para sufocar o tráfico e capturar criminosos na área

Felipe Tau, O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2012 | 09h02

SÃO PAULO - Em vigor há quatro dias, a operação da Polícia Militar na Favela de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, prendeu 17 pessoas em flagrante por crime ou contravenção penal, informou a corporação na manhã desta quinta-feira, 1. Os suspeitos foram detidos entre as 5h30 de segunda-feira e as 3h desta madrugada.

No período, foram apreendidos 24 quilos de cocaína, 212,5 quilos de maconha e 50 unidades de drogas sintéticas, além de 14 armas de fogo e 324 munições. Entre os objetivos da operação, que conta com 500 homens da Tropa de Choque da PM, está o sufocamento do tráfico e da cédula do Primeiro Comando da Capital (PCC) na comunidade, de onde partiram ordens para a execução de Policiais Militares no Estado.

Na segunda-feira, Edson Ferreira dos Santos, de 31 anos, o Nenê, apontado pela polícia como membro do PCC, foi preso na favela. Ele seria o responsável por fazer os "julgamentos" nos chamados tribunais do crime em Paraisópolis, função conhecida como "disciplina" na facção criminosa.

Também foi encontrada na comunidade uma lista com os nomes de 40 policiais marcados para morrer - um total de 88 policiais foram mortos no Estado desde o começo do ano, incluindo dois PMs em horário de folga assassinados na noite dessa quarta-feira na favela de Heliópolis, na zona sul.

Efetivo. Além dos 500 homens da Tropa de Choque do 16 º Batalhão, 100 viaturas, dois caminhões, 28 motos, oito cães, 60 cavalos e um helicóptero Águia foram empregados no cerco à favela, que tem 80 mil habitantes. Bloqueios estão sendo montado em áreas estratégicas para revista de suspeitos.

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