Operação Carta Branca 2 prende policial e busca outros 4

A operação, executada nesta quinta, busca cumprir dez mandados de prisão e 22 de busca e apreensão

Bruno Tavares e Marcelo Godoy, de O Estado de S. Paulo,

17 de julho de 2008 | 18h17

Dois dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) mandar soltar 18 acusados de integrarem a máfia das carteiras de habilitação, o juiz Rodrigo Aparecido Bueno de Godoy, da 1ª Vara Criminal de Ferraz de Vasconcelos (SP), decretou, nesta quinta-feira, 17, a prisão temporária de mais dez envolvidos no esquema criminoso, que pode ter fraudado 200 mil CNHs só em São Paulo. O grupo atuaria ainda em pelo menos outros sete Estados.   Dois suspeitos foram presos: o ex-seccional de Mogi das Cruzes delegado Carlos José Ramos da Silva, o Casé, e Marcos Jorge Américo Trofelli, funcionário da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Ferraz. Sem Casé, o Ministério Público acredita que o esquema jamais funcionaria. Os demais acusados, incluindo quatro policiais civis, seguiam foragidos até o início da noite.   A Operação Carta Branca 2 estava marcada para sexta. As prisões só foram antecipadas porque o delegado Casé foi ao Fórum de Ferraz de Vasconcelos no exato momento em que o juiz expedia os 10 mandados de prisão e os 22 de busca e apreensão. Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Guarulhos, na Grande São Paulo, suspeitam que houve vazamento de informações.   A necessidade de uma segunda ofensiva contra a máfia das carteiras surgiu durante a análise da documentação apreendida e dos depoimentos recolhidos na primeira operação. O principal deles foi uma agenda encontrada na casa do investigador Aparecido da Silva Santos, o Cido. Nela havia indicações de valores semanais, ao lado dos nomes de delegados, investigadores e funcionários da prefeitura de Ferraz que trabalhavam na Ciretran.   Ampliada às 20h09

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