Ônibus são queimados em protesto em Osasco

Três veículos foram destruídos em manifestação contra assassinato de jovem

MÔNICA REOLOM, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2013 | 02h04

Três ônibus foram incendiados ontem por manifestantes em protesto pelo assassinato de um jovem, no Jardim Elvira, em Osasco, na Grande São Paulo. Um veículo foi queimado pela manhã e outros dois, no início da noite, em meio a uma manifestação que reuniu cerca de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar, nas Avenidas Presidente Médici e Ônix.

Moradores afirmam que Raul da Silva Rodrigues dos Santos, de 20 anos, foi morto com um tiro na boca por volta das 6 horas de ontem, quando saía para trabalhar. Os manifestantes acusaram policiais militares pela morte. A Assessoria de Imprensa da Polícia Militar informou que não divulgaria uma posição sobre o ocorrido ontem à noite. O assassinato é investigado pelo 7.º DP da cidade e ainda não há suspeitos, segundo a Polícia Civil.

Um dos ônibus foi incendiado às 19 horas, na altura do número 2.100 da Avenida Presidente Médici. O outro, na Avenida Ônix, no mesmo horário. A carcaça de um carro abandonado também foi queimada pelos manifestantes.

Segundo policiais militares que atenderam a ocorrência, na Avenida Presidente Médici, oito pessoas entraram no ônibus e pediram para que os passageiros descessem. Em seguida, atearam fogo. Às 21 horas o incêndio já havia sido apagado pelo Corpo de Bombeiros e os manifestantes, dispersados pela presença da PM.

Não houve confronto e ninguém ficou ferido. Até o final da noite de ontem, a polícia também não havia prendido nenhum suspeito de ter colocado fogo nos veículos.

Passageiros. Pela manhã outro ônibus já tinha sido queimado na Avenida Mutinga. Um grupo de 15 pessoas, às 8h50, entrou no veículo da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), pediu para os passageiros descerem e ateou fogo, em protesto contra o crime. Em nota, a EMTU informou que o ônibus operava na linha 231, que faz o trajeto entre o bairro Jardim Elvira, em Osasco, e a Estação Armênia do Metrô, na capital paulista.

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