Seis ônibus são atacados na Rodovia Raposo Tavares

Um coletivo foi incendiado e cinco, depredados; ação aconteceu após suspeito de roubo ter morrido em confronto com policiais

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

02 Julho 2015 | 09h21

Atualizado às 18h01

SÃO PAULO - Um ônibus foi incendiado e ao menos outros cinco acabaram apedrejados em cerca de uma hora e meia na Rodovia Raposo Tavares, próximo ao Jardim Jaqueline, na zona oeste da capital paulista, na noite desta quarta-feira, 1º. Ninguém foi preso. A autoria do crime ainda é desconhecida e a Polícia Civil investiga se os ataques estão relacionados à morte de um suspeito de roubo na região.

Os ataques aconteceram entre 21h10 e 22h40. Nesse horário, um grupo formado por cerca de 40 pessoas começou a atirar várias pedras nos veículos que passavam pela Rodovia Raposo Tavares, na altura do quilômetro 15, segundo informa a Polícia Militar Rodoviária. A maior parte dos ônibus não parou e conseguiu furar o bloqueio dos criminosos.

Ao todo, cinco ônibus da Viação Transpass, que circulavam em linhas diferentes da zona oeste, foram depredados. As pedras destruíram os vidros das janelas e, em alguns casos, do para-brisa. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss), não houve relatos de vítimas com ferimentos graves e os coletivos vão voltar para as ruas depois dos reparos necessários.

O caso mais crítico aconteceu por volta das 22h40, quando o motorista de um ônibus intermunicipal, que fazia a linha 492 (Parque Jandaia-Metrô Butantã), parou o coletivo após ser abordado pelos criminosos. O bando ordenou que ele, o cobrador e os cinco passageiros descessem, antes de jogar gasolina e atear fogo no veículo.

O ônibus, propriedade da Viação Osasco, sofreu perda total, mas ninguém ficou ferido, informa a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU). O incêndio, no entanto, obrigou a Polícia Rodoviária a bloquear completamente a Raposo Tavares por cerca de 30 minutos. O caso foi registrado no 14º Distrito Policial (Pinheiros). A série de ataques aos coletivos será investigada pelo 14º Distrito Policial (Pinheiros).

Uma das suspeitas é que os ônibuss tenham virado alvo dos criminosos como retaliação à morte de um rapaz em uma troca de tiros com policiais militares. O jovem é suspeito de ter roubado, junto com um comparsa, o carro de uma mulher em uma rua perto do Raposo Shopping.

O suspeito teria sido encontrado dentro do veículo roubado, no Jardim Jaqueline, e confrontado os policiais. Na troca de tiros, acabou baleado. Apesar de ter sido socorrido ao hospital, não resistiu aos ferimentos.

Recorrência. Horas antes, um veículo da Viação Santa Brígida teve o vidro traseiro quebrado por uma pedra na Avenida Francisco Matarazzo, na frente do Parque da Água Branca, também na zona oeste. O ônibus fazia a linha 129F/10 (Conexão Petrônio Portela-Metrô barra Funda).

Segundo a empresa, por volta das 17h50, quatro jovens que estavam na rua atacaram o ônibus e depois fugiram correndo. Ninguém ficou ferido e o coletivo seguiu com o vidro quebrado até o ponto final.

De acordo com dados da SPUrbanuss, 267 coletivos da capital sofreram algum tipo de depredação e outros 39 foram incendiados. Por sua vez, um balanço da EMTU aponta que um ônibus intermunicipal foi atacado a cada 32 duas horas na Grande São Paulo. Entre 1.º de janeiro e sete de maio, foram, ao todo, 11 incêndios e 84 depredações. 

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