Fabiana Caramez/ Divulgação Sind. Rodoviários de Sorocaba
Fabiana Caramez/ Divulgação Sind. Rodoviários de Sorocaba

Ônibus param e usuários voltam a ficar sem transporte em Sorocaba

A paralisação começou em 22 de junho, foi suspensa em duas ocasiões, mas já soma oito dias de coletivos parados

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2017 | 10h42

SOROCABA - Motoristas do transporte coletivo de Sorocaba, no interior de São Paulo, voltaram a entrar em greve, na manhã desta quinta-feira, 6. Apesar da garantia de que 50% da frota estivesse circulando para atender a uma determinação judicial, havia fila nos terminais de embarque e usuários reclamavam da falta de ônibus.

A empregada doméstica Ivanilde Frutuoso, de 46 anos, chegou com atraso de uma hora no trabalho, em um condomínio da zona leste, após tomar dois ônibus. 

"Saí mais cedo de casa, no Jardim Botucatu, mas o ônibus não passava e tive de caminhar até outro terminal, só que havia uma fila enorme para o embarque."

A paralisação começou em 22 de junho, foi suspensa em duas ocasiões, mas já soma oito dias de ônibus parados. 

Os motoristas querem reajuste no salário de 4%, mais inflação, retroativo a maio, mais 1,57% a partir de setembro, e ainda aumento no vale-refeição para R$ 21 por dia a partir de novembro e R$ 1,6 mil de participação no lucro e resultado das empresas. Audiências realizadas no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) não resultaram em acordo.

A prefeitura alega que os condutores não cumprem decisão da Justiça que manda 70% da frota circular nos horários de pico, quando a clientela maior é de trabalhadores e estudantes. 

O Sindicato dos Motoristas diz que a decisão é cumprida das 6 horas às 9 horas e das 17 horas às 20 horas. O julgamento da greve no TRT está marcado para o dia 9 de agosto. Na cidade, 120 mil pessoas utilizam o serviço público de ônibus diariamente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.