Ônibus ficam parados em garagem na zona norte por 3h30

Um total de 202 veículos, que atendem 28 linhas na região, não deixaram o pátio entre as 4h e as 7h30

O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2014 | 08h35

Atualizado às 9h34.

SÃO PAULO - Ônibus da viação Sambaíba não deixaram uma das garagens da empresa, na zona norte, na manhã desta terça-feira, 11. Os 202 coletivos, que atendem 28 linhas da região, ficaram parados desde as 4h, quando deveriam começar a circular, no pátio da Rua Elza Guimarães, 589, na Vila Amália. Cobradores e motoristas pedem melhores condições de trabalho. O protesto também envolveu a questão da segurança, já que dois ônibus da empresa foram queimados na tarde de segunda-feira, 10.

Segundo Cristiano de Almeida, diretor do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas-SP) e funcionário da Sambaíba, a empresa instalou câmeras no interior dos veículos. Nos horários de pico, são registrados os passageiros que descem pela frente. A cada pessoa que desembarca pela porta dianteira, o valor da tarifa é descontado dos motoristas e cobradores.

"Nesses horários, os ônibus ficam superlotados e muita gente que está na frente não consegue passar a catraca para conseguir sair no ponto em que precisa descer. Por isso, os passageiros entregam o Bilhete Único para outras pessoas passarem no validador e depois descem pela frente. Não é justo a empresa fazer isso", disse Almeida.

Além disso, de acordo com o sindicato, foi criada uma "ficha de oscilação". Se um ônibus dá defeito e tem que ser recolhido antes da hora para a garagem, o período que o coletivo deixou de circular até o horário do fechamento da viagem é descontado dos trabalhadores. "Como a gente vai trabalhar sem segurança na rua se a empresa não está remunerando a gente pelo nosso trabalho?", diz o sindicalista.

O Plano de Apoio entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) foi acionado às 4h pela SPTrans. Uma frota de 76 veículos foi acionada para repor as 11 linhas principais. O Paese funcionou até as 8h53, segundo a SPTrans.

A paralisação envolveu 17 linhas e cerca de 230 veículos, conforme o sindicato. Por volta das 8h, os ônibus começaram a sair da garagem para prestar o serviço. Uma reuniãoentre o sindicato e a empresa foi agendada para as 16h para discutir a questão trabalhista da Sambaíba. Segundo a SPTrans, a operação nas demais três garagens da viação na capital é normal.

Ataques. Quarenta ônibus foram queimados na capital desde o começo do ano em protestos, dois deles, nessa terça-feira, da Sambaíba.

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