Ônibus e bases policiais voltam a ser atacados em SC

Segundo governo, razão é descontentamento do PGC com transferência de presos; rapaz sofre queimadura em atentado

JÚLIO CASTRO, ESPECIAL PARA O ESTADO, FLORIANÓPOLIS, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2013 | 02h03

Grupos criminosos estão atacando ônibus e instalações policiais na Região Metropolitana de Florianópolis em reação à transferência de prisioneiros ligados ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC), segundo o governo catarinense. Desde a noite de quarta-feira, pelo menos 13 ocorrências foram registradas.

Sete ônibus foram incendiados em Florianópolis, Balneário Camboriú, Itajaí e Gaspar. Bandidos também lançaram uma granada contra uma delegacia, queimaram uma base da Polícia Militar, uma viatura de polícia, uma casa comercial e um carro em uma revenda.

Em um dos atentados, Eron Melo, um rapaz de 19 anos que estava dentro de um ônibus, sofreu queimaduras de segundo grau. Melo deu entrada ontem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Celso Ramos.

Ontem, o secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Grubba, admitiu relação dos ataques com a onda de atentados de novembro do ano passado. As ações criminosas dos últimos dois dias, segundo as autoridades, ocorreram após a transferência de alguns presos da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, para o Presídio Santa Augusta, em Criciúma, no Sul do Estado. Entre os detentos transferidos está Rodrigo da Pedra, considerado um dos líderes da facção.

As constantes ações policiais no combate ao tráfico de drogas no Estado também são apontadas como motivo para os ataques. "O tráfico alimenta o PGC", disse o delegado-geral da Polícia Civil, Aldo D'Ávila. Ele afirmou que serão intensificadas as escutas e as investigações para inibir eventuais ações do grupo criminoso.

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