Gustavo Andrade/O tempo
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Ônibus da Apae cai de ponte e mata 11 em Minas

Ao tentar ultrapassagem, motorista perdeu controle do veículo, que voltava de uma competição esportiva em Montes Claros em direção a Ipatinga

Etienne Jacintho, Ricardo Valota, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2010 | 00h00

Onze pessoas morreram e 22 ficaram feridas após um ônibus que levava integrantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ipatinga (MG) e de entidades da região cair numa ribanceira de cerca de 30 metros. O acidente ocorreu na madrugada de ontem na ponte sobre o Rio Araçuaí, na Rodovia MG-451, em Carbonita, região do Vale do Jequitinhonha, a 465 km de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Militar, o ônibus voltava da cidade de Montes Claros, onde os membros da Apae participaram de competições válidas pelos Jogos Internos de Minas Gerais (Jimi), e seguia em direção à Ipatinga. O veículo transportava 34 pessoas, entre integrantes da Apae de Ipatinga e de outras entidades, e havia sido fretado pela prefeitura da cidade. O motorista do coletivo tentou ultrapassar outro ônibus e acabou perdendo a direção, caindo na ribanceira.

De acordo com a Apae de Ipatinga, sete das 11 vítimas eram membros da entidade, sendo cinco alunos e dois funcionários. Outras duas faziam parte da Associação Esportiva e Recreativa Usipa e mais duas eram da Associação de Deficientes Visuais (Adevip).

A Apae de Carbonita, que ajudou no atendimento inicial às vítimas, informou ainda que os alunos tinham mais de 20 anos e haviam ganhado medalhas nos Jogos do Interior de Minas.

Socorro. Policiais militares de Carbonita, policiais rodoviários estaduais e bombeiros de Diamantina foram acionados para resgatar as vítimas. O presidente da escola da Apae de Ipatinga, Francisco Eduardo Rodrigues, se deslocou até a região do acidente, onde praticamente não havia sinal de telefone celular e as condições de comunicação eram ruins.

Entre os sobreviventes, 14 continuavam internados no Hospital Municipal de Carbonita e os demais no Hospital Municipal de Itamarandiba (MG) até as 20 horas de ontem. Os corpos dos 11 mortos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Diamantina.

No início da tarde de ontem, 12 vítimas liberadas do Hospital São Vicente de Paula de Carbonita foram encaminhadas à Apae da cidade, onde almoçaram e descansaram. No início da noite, elas foram transferidas para a Apae de Ipatinga. Lá, elas passarão por nova avaliação médica, já que algumas delas estão muito machucadas, segundo funcionárias da Apae de Carbonita.

Dois outros alunos da entidade foram liberados de hospitais em cidades vizinhas. Dois membros da Apae de Ipatinga seguem internados em estado grave em Carbonita: uma aluna e uma professora.

A Apae de Ipatinga não quis divulgar ontem os nomes das vítimas porque os familiares ainda estavam sendo comunicados da tragédia, com o apoio de funcionários da prefeitura e psicólogos. A instituição foi fundada em 1974 e tem cerca de 300 alunos.

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