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Ônibus atropela e mata ciclista no centro de SP

Corpo ficou 2 horas e meia na via, à espera da perícia. Protesto de cicloativistas está marcado para hoje

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2011 | 00h00

Mais um ciclista morreu após ser atropelado por um ônibus na cidade de São Paulo. O acidente aconteceu por volta das 8h30 de ontem, no Viaduto 31 de Março, na região do Parque D. Pedro, no centro. O corpo de Francisco Jander Silva Martins, de 41 anos, ficou duas horas e meia na via coberto com um plástico, à espera da perícia técnica.

Relatos de testemunhas apontam que o ciclista entrou no viaduto pela Rua Frederico Alvarenga. Na tentativa de trocar de faixa, acabou atingido pelo ônibus e morreu no local. Duas faixas da via ficaram interditadas com cones enquanto o corpo estava no meio da rua. A liberação ao tráfego só ocorreu às 11h58 - quase quatro horas depois do acidente.

A São Paulo Transporte (SPTrans) informou ontem à noite que afastou preventivamente o motorista do ônibus - procedimento padrão em casos de acidentes com vítimas. "Os motoristas participaram do curso de reciclagem para tratar do Programa de Proteção ao Pedestre, projeto para diminuição dos atropelamentos", informou em nota.

A Secretaria da Segurança Pública informou que o Instituto de Criminalística (IC) só foi acionado às 10h e chegou ao local às 10h15. "A polícia atende a alguns trâmites antes de considerar finalizada a ocorrência: o acionamento da PM, a apresentação do caso no distrito, o conhecimento de local pelo delegado, a sua volta ao distrito e o acionamento da perícia", disse, em nota.

Cicloativistas apontam as condições das ruas como uma das causas de risco. "Há algumas opções para andar por ruas tranquilas, mas é uma desgraça quando se precisa passar por pontes e viadutos na cidade de São Paulo. Não existe a mínima condição", disse o integrante do Instituto CicloBR André Pasqualini. Ele acrescenta que nas pontes as faixas são estreitas e não há espaço para as bicicletas e pedestres, que precisam dividir o espaço.

Entidades de defesa das bicicletas marcaram para as 18 horas de hoje uma grande manifestação para protestar contra a morte e as péssimas condições das vias para os ciclistas. O local ainda não estava definido, mas estudavam-se três opções na noite de ontem: fazer um ato na frente da Prefeitura, na Avenida Paulista ou na frente da sede da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Sumaré. O acidente de ontem aconteceu menos de dois meses depois de um empresário morrer atropelado também por um ônibus (de turismo) quando pedalava em uma das alças da Avenida Paulo VI - prolongamento da Avenida Sumaré, na zona oeste da capital. Antonio Bertolucci tinha 68 anos e era presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti.

A Prefeitura incluiu no Plano de Metas a construção de 100 km de ciclovias. Mas, faltando um ano e meio para o fim da gestão, pouco foi feito.

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