Ônibus atinge táxi em corredor e mata duas pessoas; nove ficaram feridas

Veículo biarticulado não conseguiu frear e passou por cima de carro com executivo francês e condutor; nove pessoas ficaram feridas

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2014 | 22h06

Um executivo francês e um taxista morreram em um acidente, na manhã desta quarta-feira, 12, na Avenida Vereador José Diniz, na zona sul de São Paulo. Um ônibus biarticulado que trafegava no corredor exclusivo não conseguiu frear e parou em cima do veículo com as vítimas. O coletivo subiu sobre o Corolla preto e colidiu contra outro ônibus articulado que estava à frente. Um segundo táxi foi atingido.

O acidente também deixou nove feridos. Todos eram passageiros do ônibus que fazia o trajeto Terminal Capelinha, na zona sul, ao Largo de São Francisco, na região central. O acidente aconteceu na altura da Rua Joaquim Nabuco, no Brooklin. No ônibus, havia cerca de 150 passageiros. Quatro feridos foram levados para hospitais da região. A via foi liberada às 15h.

O marroquino naturalizado francês Cyrille Fourny, de 50 anos, era vice-presidente financeiro da fabricante de helicópteros Helibras desde 2011. Ele viajava como passageiro do táxi atingido. Segundo a empresa, ele trabalhava na Airbus Helicopters desde 1988 e já havia atuado anteriormente na Helibras como chefe de controle, de 1995 a 1999.

Fourny era casado com uma brasileira e tinha dois filhos. No momento do acidente, estava a caminho do trabalho. A companhia não informou desde quando ele morava no Brasil. O motorista do táxi, Ronaldo Voltan, de 45 anos, também morreu. Ele atuava na CooperLuxo, de táxis de luxo, havia cerca de um mês.

À polícia, o motorista do ônibus biarticulado, identificado apenas como Amilton, disse que o táxi teria entrado no corredor de ônibus muito rápido. Seu advogado, Juvenal Correia Júnior, nega que tenha havido problema no freio ou que o motorista tenha cometido imprudência. "Ele estava no corredor e o táxi entrou abruptamente." A versão foi confirmada por uma testemunha que estava na plataforma do corredor.

A perícia atestou que há vestígios de frenagem de pelo menos três metros. A polícia também apreendeu os tacógrafos - equipamento que registra a velocidade do ônibus - e atestou que transitava dentro do limite de 50 km/h. Segundo o motorista, ele estava a 40 km/h. O boletim de ocorrência foi registrado como homicídio culposo e lesão corporal culposa.

Traslado. O corpo de Fourny, até as 20 horas, estava no Instituto Médico-Legal (IML). Segundo funcionários, o corpo já havia sido liberado, mas a família não havia decidido para onde seria levado. A viúva não sabia se faria o traslado para a França ou o enterro no Brasil. Não há informações sobre o enterro do taxista.

Mais conteúdo sobre:
ônibus acidente São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.