ONGs vão aos EUA para barrar o Rodoanel Norte

Integrantes do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) enviaram petição em regime de urgência a 26 integrantes do Congresso dos Estados Unidos para tentar barrar o financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a obra do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas.

O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2013 | 02h02

Os ambientalistas tomaram por base um relatório feito por um grupo de estudos da Universidade de Berkeley, que critica a forma como será feita a remoção das famílias na área atingida e os impactos ambientais.

Uma petição parecida, feita com apoio de pesquisadores da mesma universidade, já conseguiu barrar a construção de uma avenida que cruzaria a zona norte, em 1987. Uma das fontes de recursos do BID é o Tesouro americano, e o repasse de verbas pode ser contestado pelo Congresso daquele país. No caso das obras do Trecho Norte, o contrato com as empresas que farão as novas pistas já foi assinado - a ordem para início dos serviços será dada nos próximos dias.

Estudantes de Berkeley estiveram no Brasil na semana passada, segundo o Proam. Eles questionaram a falta de definição para destinação de pessoas que moram na área de forma irregular - sem documento de posse dos imóveis. A obra ainda deve movimentar cerca de 50 milhões de metros cúbicos de terra, o que, segundo o Proam, pode comprometer o abastecimento de água das 9 milhões de pessoas que dependem do Sistema Cantareira.

A estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) questiona as informações passadas pelos ambientalistas. "Procuramos a universidade e convidamos os estudantes a nos encontrar", disse o presidente da empresa, Laurence Casagrande Lourenço. A Dersa afirma que 95% dos moradores de áreas afetadas pela obra já foram cadastrados e nenhum deles ficará sem lugar para morar por causa da obra.

Procurada, a assessoria do BID em Brasília não retornou os contatos. /BRUNO RIBEIRO e DIEGO ZANCHETTA

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