ONGs pedem investigação de grupo de extermínio

Grupos de direitos humanos cobraram ação do governo federal para ajudar a identificar os responsáveis pelas mortes na periferia da cidade.

O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2012 | 02h05

Os movimentos se reuniram no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) ontem. "A Polícia Federal pode colaborar na investigação desses grupos de extermínio. Tem empresários patrocinando a ação desses grupos", disse Rildo de Oliveira, do Movimento Nacional dos Direitos Humanos.

Representante da Igreja Católica no evento, o bispo auxiliar d. Milton Kenan Junior afirmou que o governo federal deve fazer exigências antes de entrar em acordo com o Estado. "O governo federal não pode entrar nessa luta de maneira míope", disse. Ele também cobrou responsabilização do Estado por eventuais crimes cometidos por policiais.

Já o padre Valdir Silveira, da Pastoral Carcerária, afirmou que há propostas equivocadas, como a de mandar criminosos para o Regime Disciplinar Diferenciado. "O RDD foi criado como segurança máxima e foi sede da articulação dos atentados de 2006."

Moradora do Jardim Ângela, Fabiana Ivo, da Rede de Educação Cidadã, disse que está ocorrendo extermínio de jovens na região. "Em oito dias, 49 jovens de 14 a 20 anos foram assassinados no Jardim Ângela, Jardim São Luiz e Campo Limpo", disse.

O Condepe prepara uma carta com exigências ao governo estadual. / ARTUR RODRIGUES

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