ONG Viva Brasil critica relatório da ONU sobre criminalidade

Segundo a organização, dados da ONU são baseados em pesquisa de jornal argentino e estão desatualizados

02 de outubro de 2007 | 19h48

A ONG Viva Brasil criticou em nota divulgada nesta terça-feira, 2, um relatório elaborado pela ONU sobre a criminalidade mundial em 2006. O documento, publicado na segunda-feira, informa que a cidade de São Paulo é responsável por 1% dos homicídios do mundo, apesar de ter apenas 0,17% da população. Segundo a Viva Brasil, as informações da ONU são, em sua maior parte, baseadas em pesquisa do jornal argentino La Nación e que os dados utilizados estão desatualizados, pois referem-se ao ano de 2002. "Além de criar um ambiente de terror para a população, esse tipo de informação, ainda que totalmente equivocada, pode ser assimilado por aqueles que decidem sobre as necessidades de segurança dos cidadãos", avalia o presidente do Movimento Viva Brasil, Bene Barbosa. A ONG acrescenta que desde 1999 vem caindo o número de assassinatos em São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, citada na nota, os números de homicídios por 100 mil habitantes no Estado caíram de 52,58 (em 1999) para 18,39 em 2006. Essa redução de 65% em sete anos decorria da adoção, pela Secretaria de Segurança Pública, do Infocrim, sistema de mapeamento e redistribuição de forças policiais. O relatório, porém, tem pontos interessantes, segundo a Viva Brasil. As maiores causas do aumento da violência no Brasil, de acordo com a ONU, são o tráfico de drogas, a pobreza, o desemprego, a desigualdade social e a explosão demográfica das cidades. Já em São Paulo a violência estaria, segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, diretamente ligada ao uso de bebidas alcoólicas e drogas e ao porte ilegal de arma de fogo. "Sugerimos ampliar o alcance da lei seca, atualmente imposta por 21 cidades paulistas, nas quais os bares estão proibidos de funcionar após as 23 horas", afirmou Barbosa, acrescentando que "desarmar os cidadãos honestos em nada contribuirá para mudar uma realidade que tem origens distintas".

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