ONG tenta, pela 2ª vez, doar livros

No dia 10, voluntários foram barrados pela GCM

CAMILA BRUNELLI, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2012 | 03h04

Onze dias após serem expulsos por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) da frente do prédio da Prefeitura, no Viaduto do Chá, voluntários da ONG Educa São Paulo tentam hoje, de novo, realizar a distribuição de mais de 8 mil livros no centro da capital.

Os livros seriam doados no dia 10, mas guardas-civis impediram a ação. O argumento da corporação era que a entidade precisaria de autorização da Prefeitura para poder colocar um estante ou mesmo uma cadeira na calçada do viaduto.

Hoje, a ONG disse que vai experimentar outra tática. A iniciativa, intitulada Bienal Relâmpago, agora será transformada em Bienal Móvel: os livros serão levados a diversos pontos da região central da cidade em pequenos caminhões e Kombis emprestados. Enquanto o veículo estiver parado, os voluntários colocarão os livros na estante para que os futuros leitores possam escolher. "Se precisar pagar Zona Azul a gente paga, não tem problema", disse o presidente da ONG, Devanir Amâncio.

Segundo ele, os veículos - equipados com aparelhos de som e faixas - percorrerão locais movimentados da região central. O itinerário começa no Largo São Francisco, por volta das 10h30, e continua pela Praça da Sé, Largo São Bento, Praça Ramos de Azevedo e chega à Praça da República. Entre os livros que serão distribuídos estão obras de literatura brasileira, livros infantis e gibis. A intenção é, além de incentivar a leitura, protestar contra o abandono das bibliotecas da cidade, que, segundo Amâncio, "têm livros, mas não têm leitores". "Os próximos gestores têm de oferecer uma política eficiente de incentivo à leitura, para que as bibliotecas não sejam depósitos de livros como são hoje", diz.

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