Divulgacão/Projeto Mucky
Divulgacão/Projeto Mucky

ONG acolhe 68 filhotes de saguis que estavam sendo vendidos a R$ 100 em SP

'Projeto Mucky' pede ajuda nas redes sociais para cuidar de animais resgatados em operação das polícias Ambiental e Civil

Matheus Lara, Estado de S. Paulo

14 de março de 2019 | 16h26

Sessenta e oito filhotes de saguis resgatados em operação conjunta contra o tráfico de animais silvestres das polícias Civil e Ambiental de São Paulo na última segunda-feira, em Osasco, na Grande São Paulo, foram levados para Itu, na sede do Projeto Mucky, uma organização não governamental que atua na proteção de primatas.

Os animais, trazidos da Bahia, estavam sendo comercializados por R$ 100 cada por três pessoas, que responderão por maus tratos e comércio ilegal. Eles assinaram termo circunstanciado, foram multados em R$ 2 milhões e responderão pelos crimes em liberdade. Poderão recorrer da multa.

Além dos primatas, a operação localizou 120 aves de diferentes espécies. Algumas delas, já mortas. Os animais estavam trancados "de maneira precária em dois compartimentos minúsculos, sem água ou alimentos", de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

"O índice de animais que morrem em decorrência do tráfico é muito grande. Infelizmente, desde a captura ilegal, até o transporte em condições insalubres e todo o estresse pelo quais eles são submetidos, são fatores que obviamente contribuem para a falência destes animais", explica o Tenente Guedes, que atua no Comando de Policiamento Ambiental.

Mucky. A entidade que acolheu os saguis pede ajuda nas redes sociais. "Temos 34 anos de trabaho e já fizemos resgates como este, mas nada com uma dimensão tão grande. Logo que soubemos da apreensão, conseguimos um local para cuidar desses animais em Atibaia, mas ao chegarmos na delegacia, vimos que eram animais muito debilitados e todos filhotes", conta Ana Paula Barranco, que integra a diretoria do Projeto Mucky.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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De acordo com ela, os animais têm entre dez dias a três meses de vida. "Filhotes dão três vezes mais trabalho do que adultos e estavam todos num ambiente em que poderiam morrer a qualquer momento. Optamos por levá-los à sede do Projeto, em Itu, onde hoje já cuidamos de 207 macacos. Eles estão se recuperando, mas não temos como ficar com eles."

Nas redes sociais, a ONG pede ajuda para conseguir parcerias com outra entidades que possam receber animais, reforço voluntário de cuidadores e ajuda financeira, como doações e patrocínio. "Todos os 68 bebês receberam alimentação, soro e foram transferidos para recintos secos, limpos e aquecidos, uma operação que mobilizou cerca de dez pessoas e durou cinco horas até que todos os primatas fossem socorridos. Até o momento, todos os filhotes estão vivos e continuamos empenhados para que sobrevivam", disse a entidade em nota.

A Secretaria de Segurança Pública salienta que "crueldade contra os animais é comum no crime de tráfico da fauna" e incentiva denúncias de comércio ilegal de animais silvestres. Denúncias podem ser feitas por celular e por telefone.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

68 olhares pedindo socorro! 68 motivos para ajudar! Uma das apreensões mais aterrorizantes e desumanas que já vivenciamos: 68 saguis "encomendados" da Bahia por uma mulher que os vendia  ao preço de R$ 100,00 cada um. Quando o Projeto Mucky recebeu das Polícias Ambiental e Civil (3° DP de Osasco) o pedido de socorro sabíamos que não teríamos fôlego para acolher tantos primatas de uma só vez, mas não havia tempo para pensar, era preciso agir, pois 68 vidas estavam em risco e corríamos contra o tempo.  Ao chegar na delegacia encontramos um cenário de terror e desolação. Todos os macacos eram filhotes com idades que variavam entre 10 dias e 3 meses. O grupo estava dividido em duas caixas minúsculas, completamente imundas e aqueles que ainda tinham alguma energia circulavam num lamaçal de fezes, urina e comida estragada.Por entre as frestas dos caixotes os olhares assustados pediam socorro e expressavam a dor de não entenderem por que estavam ali. Os macacos estavam molhados, sujos, famintos e sedentos.  Um a um, começamos a retirá-los das caixas e prestar os primeiros socorros. Todos os 68 bebês receberam alimentação, soro e foram transferidos para recintos secos, limpos e aquecidos, uma operação que mobilizou cerca de dez pessoas e durou cinco horas até que todos os primatas fossem socorridos. Até o momento, todos os filhotes estão vivos e continuamos empenhados para que sobrevivam. EXTREMA URGÊNCIA, precisamos de: - Parceiros (ONGs e Associações) que possam RECEBER pequenos grupos de saguis, sob nosso acompanhamento e orientação técnica; - Candidatos a vaga de tratadores; Ajude-nos a ajudá-los!  Banco Itaú  Ag. 0796 CNPJ 01.943.493/0001-66 C/C 60400-7 E-mail: contato@projetomucky.org.br

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