Ombudsman do trânsito quer marronzinho de bike

Outra proposta do engenheiro Luiz Célio Bottura é fazer corredor de ônibus na Paulista

Caio do Valle / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2011 | 00h00

Marronzinhos de bicicleta e um corredor de ônibus na Avenida Paulista. Essas são algumas das sugestões que o ombudsman da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o engenheiro Luiz Célio Bottura, de 71 anos, está enviando à Prefeitura para melhorar a qualidade do trânsito na cidade de São Paulo.

No cargo desde o fim de maio, ele, que já foi presidente da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), preparou 24 propostas para o secretário dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco. Uma delas é ter parte dos marronzinhos sobre duas rodas. "Gostaria de ter uma dessas atendendo cada 500 metros de pista, nas principais avenidas. De bicicleta, o trânsito não atrapalha, é possível cortar por fora e chegar ao incidente em até dois minutos. De lá, o ciclista aciona os recursos necessários: a moto da CET, guincho, bombeiro."

A medida, caso saia do papel, é vista como avanço por ciclistas. "Essa é uma reivindicação antiga", diz André Pasqualini, diretor do Instituto CicloBR.

O transporte público também integra o pacote de Bottura. Ele defende a criação de um corredor exclusivo de ônibus entre o Jabaquara, na zona sul, e a região da Pompeia, na zona oeste, passando pela Avenida Paulista, que só tem faixas preferenciais para coletivos. "Um dos problemas da faixa na direita hoje é a chegada das vias transversais. Também tem o entra e sai de carros dos imóveis, que atrapalha os ônibus." No corredor, o embarque e desembarque de passageiros seria para o canteiro central. "Todo mundo a quem propus (o projeto) topou na Secretaria de Transportes."

O superintendente da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), Marcos Bicalho, aplaude a proposta. "Particularmente, acho que a Paulista merece, no mínimo, um estudo sério sobre isso. Poderiam ter feito o corredor quando reformaram as calçadas da avenida, há uns anos. Ônibus à direita é um problema enorme."

Para aumentar a segurança de quem atravessa ruas e avenidas, o ombudsman sugere a pintura das faixas de pedestres com cores chamativas, como laranja e abacate. As atuais listras brancas seriam instaladas sobre as cores berrantes. "A faixa de pedestre é a linguagem analógica de uma mensagem. Quero deixá-la mais enfática e óbvia. Quanto mais a enxergarem, melhor."

Bottura ainda sugere levar aos estádios campanha de conscientização sobre o respeito às regras de trânsito. Atores e mímicos, além de animadoras de torcida, fariam encenações sobre situações e problemas encontrados no sistema viário nos intervalos dos jogos.

Na internet

O ombudsman da CET quer usar redes sociais para facilitar a comunicação com os paulistanos. A ideia é receber, por Twitter ou Facebook, sugestões e críticas sobre o trânsito de São Paulo.

 

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