Oito são presos por sequestros-relâmpagos na Baixada Santista

Quadrilha utilizava fardas da Polícia Militar Rodoviária para parar carros em estradas; MP e polícia identificaram ao menos cinco casos

Marco Antônio Carvalho, Especial para o Estado

05 Setembro 2014 | 02h01

Atualizado às 8h30

SÃO PAULO - Oito pessoas suspeitas de praticar sequestros-relâmpagos na Baixada Santista, em São Paulo, foram presas nesta quinta-feira, 4, em Praia Grande. Investigação do Ministério Público Estadual, da Corregedoria da Polícia Militar e da Polícia Civil resultou na identificação e na detenção da suposta quadrilha. Suspeitos se passavam por policiais para realizar crimes.

Na operação, quatro homens e quatro mulheres foram detidos e mandados de busca foram cumpridos em endereços vinculados aos integrantes da suposta quadrilha. Documentos e diversas fardas e outros utensílios de uso da Polícia Militar Rodoviária foram encontrados. Investigadores apreenderam também joias e outros bens adquiridos com cartões bancários das vítimas.

A polícia e o MP acreditam que a quadrilha possa ser ainda maior, tendo atacado outras vítimas não identificadas. A investigação apontou que os suspeitos se passavam por policiais rodoviários e trajavam fardas da corporação e davam ordem de parada para motoristas que trafegavam em rodovias em Cubatão. O alvo era prioritariamente carros de luxo. A partir daí, anunciavam os sequestros utilizando armas de fogo.

Para dar sequência aos crimes, de acordo com o MP, os suspeitos mantinham a vítima em cativeiro, enquanto outros integrantes utilizavam cartões bancários para fazer saque e compras de produtos. Bens das vítimas, como carro e pertences, também eram levados antes de serem libertadas. Eles chegaram a gastar R$ 30 mil em poucas horas em eletroeletrônicos e roupas de grife.

A investigação contou com interceptação telefônica autorizada pela Justiça e imagens de câmeras de seguranças das lojas pelas quais o bando passava para realizar compras. Ao menos cinco casos foram identificados.

De acordo com o MP, a quadrilha também está envolvida com receptação, adulteração de veículos, falsificação de documentos e outros roubos na capital e interior de São Paulo. 

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