Oito imóveis são interditados após incêndio em Diadema

Prefeitura da cidade afirma que local tem autorização para funcionar, apesar de estar em bairro residencial

Solange Spigliatti, estadao.com.br

27 Março 2009 | 12h15

Pelo menos oito casas foram interditadas durante o incêndio que atingiu um depósito de produtos químicos em Diadema. O fogo começou por volta das 7h15 desta sexta-feira, 27, e foi controlado só quatro horas depois, às 11h15. Pelo menos 24 pessoas foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros e por unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com sintomas de intoxicação. Durante o incêndio, moradores de 20 imóveis tiveram que deixar o local. Ainda não há informações sobre o que provocou o fogo, mas a prefeitura de Diadema afirma que o depósito tinha autorização para funcionar.

 

Veja também:

mais imagens Galeria: veja as fotos do incêndio no galpão em Diadema

blog Blog: a situação do trânsito nas proximidades do local 

 

Dentre as pessoas que tinham sintomas de intoxicação, duas tiveram traumas leves e foram por conta própria para hospitais, de acordo com os bombeiros. O depósito fica próximo à Rodovia dos Imigrantes e imóveis próximos ao galpão estão isolados. 

 

Após quatro horas, os bombeiros conseguiram controlar o fogo em um galpão de produtos químicos em Diadema. O fogo começou por volta das 7h15 e apenas às 11h15 foi controlado. Pelo menos 24 pessoas foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros e por unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com intoxicação por fumaça. No início da manhã havia a suspeita de que o galpão funcionava irregularmente. No entanto, a prefeitura de Diadema afirma que o local tinha autorização para funcionar no local, um bairro residencial da cidade.

 

Equipes do Setor de Operações de Emergência da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) estão no local para acompanhar as ações emergenciais em torno do incêndio e ainda não dispõem de informações mais precisas sobre o tipo de empresa e os produtos que estariam lá estocados.

 

O galpão atingido pelo incêndio fica em um quarteirão localizado entre a Avenida Nossa Senhora das Graças e a Rua Henrique de Léo, no Jardim Ruyce, um bairro residencial do Grande ABC. De acordo com a prefeitura, as famílias que tiveram as casas atingidas serão encaminhadas ao Ginásio Esportivo Rômulo Arantes do Nascimento, no Jardim Portinari, que está sendo preparado para receber os desalojados. Até as 14h45, nenhum morador havia optado por este serviço.

 

Segundo a Secretaria de Saúde, dez pessoas ficaram intoxicadas e foram encaminhadas ao Hospital Municipal e ao UBS Eldorado. Outros três casos de crise nervosa, dois de ferimentos leves, um caso de crise convulsiva e uma gestante também foram levados a hospitais da região.

 

Bombeiros controlam o incêndio que atingiu depósito de produtos químicos. Foto: Antonio Milena/AE

 

Durante o incêndio, parte dos produtos químicos que eram guardados no galpão começaram a escorrer pelas ruas vizinhas ao local. O vazamento dos produtos contribuiu para o risco de novas explosões no local e obrigou que moradores dos imóveis vizinhos ao galpão saíssem do local.

 

As equipes dos bombeiros demoraram muito tempo para conseguir controlar o fogo. A grande quantidade de produtos explosivos no local fez com que uma sucessão de explosões fossem registradas durante o incêndio. Mais de 120 bombeiros foram enviados ao local para apagar o incêndio, sendo que o trabalho demorou cerca de quatro horas.

 

Por conta do fogo e das explosões, a rede elétrica foi afetada, deixando moradores sem luz desde às 7h30. A energia foi restabelecida às 8h53 para cerca de 80% da região afetada, de acordo com a Eletropaulo.

 

Apenas no entorno do incêndio os moradores continuam sem energia elétrica. A Eletropaulo ainda não tem o número de unidades consumidores atingidas. Para controlar o fogo, os bombeiros enviaram ao local 46 viaturas ao local, sendo que 126 homens do Corpo de Bombeiros trabalham para tentar apagar o incêndio.

 

Texto ampliado às 15h19 para acréscimo de informações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.