Oito homens reforçam segurança do shopping

Equipe de manutenção tapou ontem buraco aberto na fachada pelo tiro de escopeta

, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2010 | 00h00

Um dia depois do ousado assalto à joalheria Tiffany & Co., o Shopping Cidade Jardim decidiu reforçar a segurança. Atendendo a um pedido da direção do shopping, a empresa terceirizada responsável pela vigilância interna e externa colocou ontem mais seis homens para circular nas alamedas, onde estão as lojas. Já na área externa, há mais dois homens armados, aumentando para quatro o efetivo armado no shopping.

Os seguranças que trabalham no interior do Cidade Jardim andam desarmados, mas todos mantêm contato via rádio com a central de segurança do shopping. Foi um desses vigias que percebeu o assalto à joalheria e alertou os demais integrantes da equipe de segurança. Do lado externo do shopping, dois vigias armados chegaram a se colocar em posição de tiro, mas desistiram de reagir ao perceber o poder de fogo dos bandidos ? armados com fuzis, submetralhadoras e pistolas automáticas.

Na fuga, um dos ladrões chegou a disparar em direção a um desses seguranças. O tiro de escopeta abriu um buraco na fachada do Cidade Jardim, tapado ontem pela equipe de manutenção.

Armamento. A lei que disciplina a atividade de vigilância privada no País (n.º 7.102/83) proíbe o uso de armas automáticas ou semiautomáticas. O artigo 22 diz: "Será permitido ao vigilante, quando em serviço, portar revólver calibre 32 ou 38 e utilizar cassetete de madeira ou de borracha". Os vigilantes envolvidos com transporte de valores também têm autorização para portar espingardas calibre 12, 16 ou 20, de fabricação nacional.

"Enquanto os bandidos chegam de fuzis e submetralhadoras, nossos homens usam revólveres calibre 38. Isso tem de ser revisto", protestou um dos integrantes da vigilância do Cidade Jardim. / B.T. e M.G.

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