Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Oito curiosidades sobre Pirituba

A Marquesa de Santos e sua casa de taipa e outras seis informações curiosas sobre o bairro

O Estado de S. Paulo

31 Agosto 2015 | 18h27

Você sabia que Pirituba é a segunda região com mais área verde da capital, perdendo apenas para Parelheiros? E que o Casarão do Anastácio foi erguido no lugar de uma casa de taipa que pertenceu à Marquesa de Santos? A primeira mina de ouro do Brasil foi descoberta aqui perto, no Pico do Jaraguá. Conheça melhor esse bairro e distrito da zona norte (ou oeste?) de São Paulo, onde vivem hoje mais de 160 000 pessoas.

1.A origem do nome

Pirituba seria resultado da união de duas palavras de origem tupi: piri (vegetação ou espécie de junco de brejo) e tuba (sufixo que significa muito, que aumenta). Havia muito dessas plantas brejeiras perto da estação Pirituba, que foi assim batizada e ao redor da qual o bairro se desenvolveu.

2.Pirituba e a Marquesa de Santos

O Casarão do Anastácio (Marginal Tietê com rodovia Anhanguera), tombado pelo Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio (Conpresp), é uma construção de estilo hispânico erguida nos anos 1920 no lugar de uma casa de taipa que pertenceu à Marquesa de Santos. Domitila de Castro, amante do imperador, era também mulher do brigadeiro Tobias de Aguiar e dele herdou essas terras. Aguiar, por sua vez, as havia comprado do Coronel Anastácio de Freitas Trancoso, que antes ali cultivava cereais, café e chá.

3.Sanatório Pinel

Hospital de tratamento psiquiátrico inaugurado em 1929 pelo professor Antonio Carlos Pacheco e Silva. O nome é uma referência ao médico francês Philippe Pinel (1745-1826), “notável por defender que os seres humanos que sofriam de perturbações mentais eram doentes e que, ao contrário do que acontecia na época, deviam ser tratados como doentes e não de forma violenta”. Veja este anúncio publicadono Estadão em janeiro de 1932.

4.As festas na Casa de Nassau e no Castelinho dos Ingleses

Em 1929, foi erguida nesse terreno a casa em que viveu a família do inglês Aleck Wellington, presidente da São Paulo Railway. Nos anos 1950, quando Wellington foi embora do Brasil, o imóvel foi comprado e virou Casa de Nassau, sede de um centro de referência da comunidade holandesa em São Paulo. Hoje o espaço é alugado para festas. O Castelinho de Pirituba (dos Ingleses), que teria servido de morada a funcionários da SPR, teve um destino parecido. Hoje é salão de festas em condomínio fechado.

5.Raio-X de Pirituba

Em 2010, o Estado fez um raio-X de Pirituba, que flertava com a construção do Piritubão, uma das possíveis arenas da Copa de 2014. Havia a esperança de que a construção do estádio trouxesse melhorias para áreas periféricas da região. Não aconteceu. A reportagem dizia: “Em meio à carência de serviços, Pirituba mescla um cenário interiorano com o subúrbio típico de uma metrópole. Na parte mais baixa do bairro estão loteamentos de alto padrão construídos a partir dos anos 1970 pela Cia. City, como o Pinheirinho e o Recanto Anastácio. Já no alto estão os conjuntos habitacionais da Cohab e algumas favelas. O lazer para os mais jovens se resume a meia dúzia de campos de futebol de terra. (...) – é a segunda região com mais área verde da capital, atrás de Parelheiros”. (Para ler o raio-X completo de Pirituba no Acervo Estadão, clique aqui).

6.São Domingos ou Pirituba?

Assim como não é consenso absoluto se Pirituba pertence à zona norte ou oeste da cidade, existe uma certa confusão entre o que faz parte do bairro de Pirituba e o que é considerado vizinho, situado em São Domingos. Bairros irmãos que tiveram origem na divisão das mesmas fazendas, aos poucos loteadas no século XX, Pirituba e São Domingos “disputam”, por exemplo, a propriedade do Parque Cidade de Toronto.

7.A voz dos moradores

Neste documentário realizado há alguns anos pela prefeitura, os moradores de Pirituba contam a história do bairro em entrevista a estudantes, em geral filhos e netos, que são convidados a investigar a história de suas famílias.

8.Mina de ouro

Muito antes de estação de trem, Marquesa de Santos, coronéis ou brigadeiros, os colonizadores encontraram no Pico do Jaraguá a primeira mina de ouro do Brasil (anteriores às de Minas Gerais). Isso foi no fim do século XVI, quando o povoado de Pirituba certamente não era visto lá de cima.

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