Oficial de Justiça não acha João Gilberto em caso de despejo

Cantor agora será notificado por meio do ''Diário Oficial''; dona de imóvel pede apartamento de volta desde dezembro

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2011 | 00h00

O cantor João Gilberto será citado por edital público a respeito da ação de despejo movida contra ele pela dona do apartamento onde mora há 15 anos, no Leblon, zona sul do Rio. A medida será tomada a pedido do advogado Paulo Roberto Moreira Mendes, que defende a milionária italiana Georgina Maria Natividade Faucigny Bandolini d"Adda, por um motivo simples: os oficiais de Justiça não conseguem encontrar o músico.

A disputa não é por atraso nos aluguéis, de R$ 8 mil. A dona do imóvel quer ter o apartamento à disposição e ficou chateada pela recusa do músico em permitir a entrada de operários, que realizariam uma pequena obra. O último contrato de aluguel foi assinado em 2005.

O oficial esteve quatro vezes na casa de João Gilberto, entre 6 e 9 de fevereiro, segundo blog da colunista Lu Lacerda. O funcionário foi avisado por porteiros que o artista não morava no local, mas a portuguesa Maria do Céu, namorada do cantor, chegou a atendê-lo no primeiro dia. "(Ela) Disse conhecer o senhor João e marcou comigo que o senhor João compareceria no local às 7h do dia 7 de fevereiro", escreveu o oficial de Justiça na certidão negativa que encaminhou à 24.ª Vara Cível. João Gilberto não compareceu, e, nos dias seguintes, Maria do Céu não atendeu mais o interfone.

Para não prolongar demais o processo, o advogado decidiu pedir que João Gilberto seja citado por edital, com publicação no Diário Oficial.

A disputa pelo apartamento começou em dezembro, quando a milionária pediu o imóvel. A princípio, João teria aceitado sair, mas mudou de ideia. O imóvel de 200 metros quadrados tem quatro quartos e duas salas. Fica no 13.º andar de um prédio de 15 andares na Rua General Urquiza, no Leblon. Na ação, Georgina pede ainda que João Gilberto seja condenado a pagar custas do processo - 20% do valor da causa, que é de R$ 84 mil.

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