Obras viárias começaram, mas foram paralisadas

Segundo a Prefeitura, interrupção é temporária e parcial e serve para que o cronograma seja readequado

O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2012 | 03h02

Contratado por R$ 131 milhões, o pacote viário que prevê nova faixa de tráfego na Avenida José Pinheiro Borges, dois viadutos entre Itaquera e Guaianases, além de ligações por túneis e canalização de córrego está com as obras paralisadas há cerca de dois meses. E elas devem ficar assim até agosto, às vésperas da eleição municipal.

No canteiro de obras, totalmente abandonado, ficaram apenas ferros e terra mexida. O prazo de entrega é fevereiro de 2014, a tempo da Copa. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Siurb), os serviços foram "parcial e temporariamente interrompidos" para readequação do cronograma.

O projeto é uma reivindicação antiga dos moradores da região e promessa da Prefeitura para atrair empresas e melhorar os serviços no extremo da zona leste, mas ganhou visibilidade apenas com a confirmação do futuro estádio do Corinthians como sede da abertura do Mundial.

O Consórcio Pontal Leste, liderado pela construtora OAS, é o vencedor da licitação. Contratada em janeiro do ano passado, a empresa iniciou a obra em setembro. Mas na Rua Porto Amazonas, em Guaianases, o que se vê é abandono. Sem tapumes de proteção, crianças brincam em meio às colunas de ferro parcialmente construídas. E pedestres se arriscam em passarelas de madeira improvisadas.

Desperdício. Vizinho à obra, o serralheiro José Carlos Barbosa, de 55 anos, reclama do desperdício de dinheiro público. "Ficou tudo largado. Os funcionários foram embora e nem sequer protegeram o que já foi construído. Não vai demorar nada para roubarem as colunas de ferro. Isso sem falar na canalização do córrego, também parada. Quando chove alaga tudo aqui", diz.

A Siurb não explicou o motivo da paralisação das obras, apenas citou a Lei 8.666, que estabelece as regras dos processos de licitação para justificá-la.

Segundo a pasta, a medida tem prazo de 120 dias. Até lá, serão mantidas as estruturas já montadas no local, inclusive as vigas de ferro, para "facilitar" a continuidade da obra. Sobre as passarelas improvisadas, a Prefeitura afirma que elas foram feitas para auxiliar as famílias que vivem em área de declive. No final dos serviços, será entregue uma nova calçada. / A.F.

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