Obras preveem novo sistema contra fogo

Quando a reforma das instalações do Arquivo Público do Estado de São Paulo, em Santana, se iniciaram, em novembro de 2009, a expectativa do governo era que tudo estivesse tinindo para ontem, 10 de março - e a festa dos 120 anos da instituição poderia ocorrer em grande estilo.

O Estado de S.Paulo

11 Março 2012 | 03h03

Com pelo menos sete meses de atraso em relação ao cronograma original, a previsão atual é de que as instalações do Arquivo só estejam prontas em junho deste ano. "A reabertura ao público em um moderno prédio é o melhor presente de aniversário que poderemos dar à instituição", afirma o coordenador do Arquivo, Carlos Bacellar. "Faremos a festa dos 120 anos na reinauguração, sem problemas."

Caso a reforma já estivesse concluída, provavelmente os danos ao acervo causados por um incêndio seriam menores, uma vez que o projeto prevê a instalação de um sistema de preservação documental mais moderno e automatizado. As obras contratadas contemplam tanto a reforma e a ampliação do atual prédio do Arquivo quanto a construção de um novo edifício de 11 andares, no mesmo terreno do atual, com capacidade para receber 60 km lineares de documentos, além dos 10 km atualmente disponíveis.

Em ambos, está prevista a instalação de um sistema de climatização que permitirá evitar infestações por pragas, que podem arruinar os documentos históricos de papel. "Teremos o melhor e o mais moderno arquivo do País", comemora Bacellar. Além disso, o projeto prevê um novo sistema de combate a incêndios, com sprinklers à base de água que serão acionados automaticamente, caso seja identificado algum foco de fogo.

Segundo o relato dos funcionários do Arquivo, foi justamente a demora para se perceber o fogo que permitiu que ele se alastrasse. "É papel. Em minutos, o fogo consome tudo", diz um deles. O sistema automático já faria um alarme soar assim que a fumaça fosse detectada, além de despejar jatos d'água sobre o foco do incêndio.

Tamanho. O motivo central da reforma, porém, é o aumento do tamanho das dependências do Arquivo. Segundo o projeto, a capacidade de armazenamento do acervo histórico será multiplicada por nove vezes. A necessidade dos trabalhos era imediata - conforme declarou a direção do Arquivo na época do início das obras, já não cabia mais nada no prédio antigo. O complexo atualmente abriga documentos da administração pública desde o século 17, totalizando cerca de 10 km lineares de documentos, 1,5 milhão de fotografias e 1,2 mil títulos de jornais e revistas. Além disso, há outros 13 km lineares de documentos em depósitos na Mooca. / E.V. e R.B.

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