Obras portuguesas lembram livros infantis

Obras de pesquisadores portugueses dos séculos 15 a 17, como Pedro Nunes e Manoel Pimentel, também compõem a exposição Olhares do Céu nos Livros Raros, na Biblioteca Nacional.

RIO, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2012 | 02h06

Um dos exemplares mais inusitados é o livro de Pedro Apiano, de 1551, que traz em suas páginas diagramas móveis - são instrumentos de navegação que podem ser manipulados dentro do próprio livro. É uma técnica que antecede aqueles livros infantis que permitem que as crianças interajam com as folhas.

Um exemplar da Encyclopédie, dos iluministas franceses Diderot e d'Alembert, dedica diversas páginas à astronomia. Com ricas informações sobre os instrumentos usados, foi a primeira a enfatizar as artes mecânicas e as técnicas de trabalho. "Geralmente quando se pensa em enciclopédia, associa-se o termo a uma pesquisa genérica, quando se trata na verdade de uma obra que permite estudos científicos", diz a bibliotecária Ana Virgínia Pinheiro, curadora da mostra. Há 30 anos na Biblioteca Nacional, ela chefia o Departamento de Obras Raras da instituição desde 2004.

Dentre as raridades está ainda um livro de bolso escrito pelo inglês Joannes de Sacro Bosco, muito estudado durante séculos nas universidades europeias. A publicação, de 1559, é um dos poucos exemplares em bom estado de conservação. /H.A.S.

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