Obras de trânsito e metrô inflam previsão de gastos

Pelos cálculos da Prefeitura de São Paulo, responsável pela candidatura, a eventual vitória paulistapara sede da Expo 2020 custará R$ 5 bilhões. A cifra, entretanto, é enganosa. Isso porque a administração municipal infla as projeções de gastos incluindo investimentos na extensão do metrô e em obras de trânsito, a maioria em fase de execução ou projetadas antes da candidatura.

O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2012 | 02h02

O grande mote do projeto paulistano é a construção do Centro de Convenções e Exposições de Pirituba, uma área de 5 milhões de m² já declarada de utilidade pública na zona norte. O projeto prevê a construção de uma torre de geração de energia sustentável, o reaproveitamento de cursos de água e do lago já existentes e um reduzido impacto ambiental - segundo a Prefeitura.

Um projeto residencial que depois seria entregue a programas sociais de moradia para baixa renda também está previsto na região, que contará com pavilhões de exposições, centros de convenções e empresarial e hotéis.

Segundo o prefeito Gilberto Kassab, o custo do investimento chegaria a R$ 5 bilhões, valor dividido em R$ 1,5 bilhão para o Estado, outro R$ 1,5 bilhão para o Município e outros R$ 2 bilhões captados da União ou da iniciativa privada. Mas isso já contando obras em curso, não realizadas especificamente para a exposição.

Inflar os números de investimentos é uma forma de neutralizar os principais concorrentes, em especial Dubai, no Emirados Árabes Unidos. A cidade investe bilhões de dólares na campanha Conectar os espíritos, construir o futuro, com a qual o país árabe tenta passar uma mensagem de paz e integração mundial, "que reflete a vontade da Exposição Universal de reunir os povos do mundo inteiro para partilhar e trocar experiências", conforme o material publicitário da candidatura.

A exposição universal será realizada em Milão, na Itália, em 2015, e Liège, na Bélgica, ou Astana, no Cazaquistão, em 2017. Em 2010, a Exposição de Shangai recebeu 73 milhões de visitantes, um recorde histórico do evento, inaugurado em 1851, em Londres. Na história das mostras, uma das mais famosas é a de Paris em 1889, que legou à cidade e ao mundo a Torre Eiffel. / A.N.

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