Obras de monotrilho complicam o trânsito da Anhaia Melo

Moradores da Vila Prudente, na zona leste, também reclamam da grande quantidade de caminhões no bairro

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2010 | 00h00

O trânsito na Avenida Luís Inácio de Anhaia Melo, na zona leste de São Paulo, parou ontem no primeiro dia útil de interdições para as obras do futuro monotrilho da Linha 2-Verde do Metrô (antigo Fura-Fila). A construção dos pilares de 12 a 15 metros de altura deve durar sete meses. Nesse período, moradores da Vila Prudente temem uma invasão de caminhões em ruas residenciais da região.

Motoristas que utilizam a alça de retorno da Anhaia Melo localizada sob o Complexo Viário Senador Emygdio de Barros Filho, na esquina com a Avenida Salim Farah Maluf, têm de procurar agora uma outra rota para pegar a via no sentido bairro. Desde sábado foram interditadas uma faixa de rolamento em cada um dos sentidos da avenida, ao lado do canteiro central.

Desvio. Como opção para os motoristas evitarem a Anhaia Melo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está sugerindo rotas alternativas por dentro de bairros como a Vila Zelina e a Vila Ema. O desvio do tráfego ocorre entre o acesso à Salim Farah Maluf e a Rua Salvador Fernandes Lopes. Na manhã de ontem, por volta das 7 horas, a fila de carros na avenida interditada tinha 2 quilômetros.

"Ninguém conhece os desvios ainda, tá todo mundo parado sem saber o que fazer", reclamou Ronaldo Campos de Oliveira, de 36 anos, caminhoneiro de Londrina (PR).

No sentido bairro da Anhaia Melo, Oliveira poderia usar um caminho por dentro da Vila Zelina, segundo a CET - ele deveria entrar na Rua Amparo, depois à esquerda na Rua Tomaz Izzo, seguir em frente na Avenida Zelina, pegar à esquerda na Rua Pimentel do Vabo, na frente da Rua Francisco Falconi, e voltaria à Avenida Luis Inácio de Anhaia Melo, seguindo seu trajeto normal.

Críticas. Mas comerciantes da Avenida Zelina reclamaram ontem da grande quantidade de caminhões na via. "Eu prefiro ficar sem Metrô a ter de aguentar caminhão soltando fumaça na porta da minha loja durante um ano", reclamou o comerciante Jesus Antonio de Souza, de 42 anos. A CET diz que os transtornos são temporários e necessários para a criação do Metrô na região.

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